Os 50 trabalhos de Milton Cruz

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Milton Cruz não veio para ser somente mais um treinador no Figueirense. Está claro que é muito mais do que isso e que a passagem dele pelo clube tem uma tendência de marcar uma nova época. Até agora, tudo que ele fez deu certo. Chegou em agosto do ano passado com a difícil tarefa de trabalhar com um grupo bastante remendado e destruído por uma temporada torta, cheia de decisões equivocadas, com salários atrasados, e teve que resgatar este time num cenário que indicava rebaixamento à Série C.

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Segurou firme toda a pressão e conseguiu salvar o time com os jogos dentro de casa. Este ano fez o Figueirense, que vinha de uma reestruturação de grupo e remontagem de time, ser o campeão estadual novamente. Papel fundamental na caminhada e, mais do que isso, nas escolhas. Na Copa do Brasil, o time foi bem, parando somente nos pênaltis diante de um Atlético-MG.

A Série B 2018 ainda está no início, e é realmente o grande desafio dele, mas Milton vem mostrando cada vez mais solidez na condução do time. Se o final da temporada for realmente como tem totais condições de ser, com acesso à Série A, o treinador marcará efetivamente seu nome na história do clube.

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Coração aberto

Quem ouviu Milton Cruz no pós-jogo na última terça-feira percebeu um treinador falando com o coração. Milton se entregou ao Figueirense – clube, time e torcida. Fazendo comparações com o trabalho desenvolvido no São Paulo, onde fez história como uma referência na montagem de times campeões, o treinador deixou muito clara sua vontade de firmar suas raízes e a satisfação de estar no Figueirense e em Florianópolis.

É daquelas raras entrevistas em que o entrevistado deixa a defensiva, se abre para os repórteres e mostra um profissional que está à vontade onde está, apesar de todas as pressões.