O técnico Gilson Kleina desenha a equipe num tradicional 4-4-2, com um meia aberto na segunda linha na direita, que é Luiz Antônio, e um atacante aberto na esquerda, Guilherme. O curioso é que por dentro quem fica solto, com liberdade pra encostar em Wellington Paulista, é o meia Canteros. Mas essa é a Chape quando está posicionada no seu campo. Com a bola no pé e indo pro ataque tudo muda, com Amaral vindo pra trás como terceiro zagueiro e os laterais lançados.
Apodi e Bruno Pacheco ganham liberdade para atacar, Luiz Antônio vem pro meio e Guilherme encosta em WP9 na frente. O time faz isso quase que automaticamente, pelo tempo que tem de sequência. A Chape é muito sólida na defesa e ganhou bastante na criação com as presenças recentes de Luiz Antônio e Canteros.
Dentro de campo
O Figueirense joga num esquema 4-2-3-1 bem definido desde a chegada de Milton Cruz. Poucas vezes o técnico mudou a formatação tática do time. O ponto forte do time é o lado direito, com o lateral, às vezes Raul, às vezes Diego Renan, o volante Betinho e o atacante de lado do campo, que deve ser Maikon Leite. A presença de Betinho é o que faz o time funcionar por ali. Se o volante estiver inspirado, este pode ser o caminho do Figueirense na final.