O Avaí se complicou. Figueirense e Chapecoense colocaram vantagem considerável e estão no caminho da final. O time do técnico Claudinei Oliveira vai precisar de um aproveitamento excelente no returno para tentar mudar o que está desenhado hoje: uma final entre Figueirense e Chapecoense. Os números mostram isso. Se o Avaí fizer seis vitórias, duas a mais que fez na primeira parte da competição e mesmo número de vitórias do Figueirense e da Chapecoense, os dois, que estão bem a frente, não podem ganhar cinco partidas. Com uma campanha invicta, numa hipótese de seis vitórias e três empates, o Avaí somaria mais 21 pontos, chegando a 35 no total. Mas se o Figueirense fizer cinco vitórias já vai a 36 pontos. A Chapecoense com cinco vitórias iria aos mesmos 35, mas com uma vitória a mais. Então o cenário é realmente complicado para o Leão. Na realidade, vai exigir uma campanha muito boa do Avaí e uma queda forte de rendimento ou do Figueirense ou da Chapecoense.
Aranha por Rubinho
A contratação de Rubinho se transformou num erro. Nem tanto pela qualidade do jogador, mas pela forma física que se apresentou. O Avaí precisava de um goleiro pra chegar e assumir a posição. A contratação de Aranha é uma tentativa de correção do erro. O goleiro fez uma ótima temporada na Ponte Preta, terminou bem o ano 2017 apesar da queda da Ponte para a Série B. Se tivesse chegado no início do ano, já estaria como dono da camisa 1 do Avaí. Agora é ver como Aranha se apresentou – ele também tem problemas pra manter um peso ideal. O Avaí, em tese, acaba com um problema da equipe. Mas precisa de muito mais para crescer na temporada. Ainda precisa de pelo menos dois atacantes e um jogador de meio de campo que seja muito dinâmico e faça o jogo fluir.
Atuação x resultados
O Figueirense fez dois grandes jogos na primeira parte do campeonato. Contra o Criciúma na primeira rodada o goleiro Luiz foi o herói da partida. Poderia ter sido uns 3 x 0 e estaria tudo certo. Foi 1 x 0, numa merecida vitória. Diante do JEC a história se repetiu. Muitas chances criadas, bom futebol e apenas 1 x 0, mas poderia ter sido tranquilamente uns 3 x 0 para o alvinegro. A comissão técnica escolheu algumas partidas para revezar jogadores, procurando o time ideal, dando oportunidades e cuidando da parte física dos atletas. Assim, nos jogos contra o Inter de Lages, o Hercílio Luz e o Concórdia, a equipe teve problemas. Mas superou os problemas pela qualidade do grupo de jogadores que tem. Este é o grande mérito do Figueirense atual. Ter um grupo de jogadores qualificados e equilibrado. Em relação ao futebol jogado, o Figueirense ainda pode e vai evoluir – é a tendência. E quando se avalia esta realidade, não é uma crítica, é uma análise fria de um time que foi reformado no início da temporada e que, naturalmente, ainda está em formação.