Chapecoense e Avaí soltaram pouco as equipes na Arena Condá. Muita preocupação tática de posicionamento e atenção aos movimentos nas duas equipes, só que ofensivamente os dois mostraram quase nada.
Normal para equipes que ainda buscam acerto tático, de conjunto, e que ainda têm muito a crescer fisicamente também.
O Avaí esteve muito mais organizado. Estava distribuído com dois losangos em campo, um defensivo, com os três zagueiros e o volante, que era Pedro Castro, e outro no meio, que começava com Pedro Castro, tinha Wesley e Luan Pereira como armadores, e Valdívia mais à frente. Isto fez com que o preenchimento de espaços fosse muito efetivo.
O que faltou ao Avaí foi o ataque. Nem mesmos os laterais, que no desenho tático teriam, em tese, liberdade para atacar, foram homens presentes na frente. Capa e Lourenço foram jogadores muito mais defensivos do que ofensivos.
A impressão que o Avaí passou foi que a proposta era realmente se proteger mais, guardar mais a posse de bola, e em primeiro lugar correr poucos riscos para, pelo menos, não perder.
Na Chapecoense também faltou muito do ataque. Tirando os dribles e a movimentação de Ari Moura, que jogava mais pelo lado direito, faltou uma chegada mais forte de meio e a conexão com o ataque. Anselmo Ramon foi pouco acionado. O time de Hemerson Maria teve até uma atitude mais agressiva no final do primeiro tempo, mas sem levar muito perigo real.
O empate em 0 x 0 traduziu bem o que foi o jogo. Os goleiros Lucas Frigeri e João Ricardo pouco trabalharam.