É sempre muito difícil saber lidar com uma condição como esta que está ocorrendo entre o Avaí e o lateral esquerdo Lovat. Muitas vezes, o atleta não sabe administrar o momento de subir e lutar pelo espaço. Pensa que é o seu momento, que está sendo injustiçado. Ao mesmo tempo, o clube não pode menosprezar um jogador revelado nas categorias de base – que é de onde vem o seu principal ativo econômico – e fica no meio do caminho no entendimento do momento de valorizar o jogador e proteger o patrimônio. Não é só no Avaí que isto acontece.
Neste caso específico, vejo muita ansiedade em Lovat, que acha que já é antes de ser. Tem potencial e é um valor que não pode ser desprezado pelo clube. É aí que parece conduzir errado a direção do Avaí. Lovat não deveria ficar de lado, como já ocorreu com Lucas de Sá em outra oportunidade.
E o presidente Francisco Battistotti não foi feliz ao expor valores e confrontar publicamente questões envolvendo outros atletas, como João Paulo e Luanzinho. Neste caso não foi transparência. Foi uma exposição desnecessária. Lovat ainda precisa mais do Avaí, do que o Avaí precisa dele. Mas o caso é sentar e conversar – pra bem das duas partes.
Após derrota, Lovat diz que não foi procurado pelo Avaí; presidente rebate