Figueirense e Chapecoense ficaram devendo. Muito! Foi um jogo muito respeitado entre as equipes, com domínio maior da Chapecoense, mas com poucas oportunidades. Os técnicos arriscaram quase nada durante os 90 minutos. O que também colaborou para o empate sem gols. No final das contas, não é resultado ruim pra nenhum dos dois. As equipes permanecem no alto da tabela de classificação e sem um ameaça direta. Para o Figueirense, em alguns momentos até empurrado pra trás pela Chapecoense, o resultado ficou bom. Para a Chapecoense faltou agressividade. Foi um domínio que teve pouca objetividade. Os dois melhores do campeonato não foram melhores. Se esperava um grande jogo. Não foi o que aconteceu.
Figueirense inseguro
O que se viu no Figueirense foi muita insegurança. Bem marcado pela Chapecoense, o Figueirense resolveu se fechar no seu campo de defesa a partir dos 30 minutos do primeiro tempo. O contra-ataque virou a única possibilidade da equipe, que jogava em casa, mas não tem o ímpeto de ir pra cima. A insegurança é natural porque a equipe ainda está pouco rodada, pouco experimentada. Pra um time praticamente novo, é que vem sendo mexido constantemente pelo seu treinador, não havia mesmo como saber o que fazer nas dificuldades impostas pela partida. A Chapecoense, apesar do pouco poder ofensivo, soube o que fazer em campo durante toda a partida. Já é um time rodada e experimentado. Outra questão que prejudicou o Figueirense foi perder Jorge Henrique e Felipe Amorim como opções da equipe. Milton Cruz não tinha no banco opções para mudar o andamento da partida. Agora é momento da repetição. O time é bom, mas precisa jogar mais e ganhar rodagem e confiança.
Pelo resultado
O Avaí precisa vencer. Essa é a sentença para este jogo diante do Brusque, mesmo sendo fora de casa. A campanha não tem agradado, em desempenho e resultado. A polêmica entre jogo ofensivo ou defensivo, tem que se transformar em realidade de jogo competitivo. Acima de tudo o Avaí precisa ser competitivo. Buscar o resultado ganhando as divididas e lutando muito mais que o adversário em campo. O time ainda não teve uma definição em sete jogos, as opções para Claudinei Oliveira são poucas, mas o Leão tem que se superar para se manter vivo na disputa por uma vaga na decisão. Hoje, a realidade do Avaí não projeta essa chegada à decisão. Mas se fechar o turno com duas vitórias entre hoje e domingo este quadro pode se alterar.