Arábia Saudita e Rússia dão o pontapé inicial em mais uma Copa do Mundo. Que história essa Copa vai contar? A história esportiva deve mostrar a prevalência do jogo coletivo numa perspectiva renovada do que mostrou ao mundo a seleção alemã no mundial do Brasil 2014. Mesmo que o futebol viva uma realidade das superestrelas e a necessidade de afirmação delas como “melhor do mundo Fifa”, o futebol jogado mundialmente acentuou, nos últimos anos, o jogo coletivo.
A grande mudança foi a capacidade das melhores equipes jogarem em blocos ofensivos e defensivos em espaços curtos de 20, 25 metros do campo. Neymar, Messi, Griezmann e Cristiano Ronaldo são as estrelas. Só que, além deles, está a eficiência coletiva de cada seleção. Talvez, o time que mais dependa de seu astro seja a Argentina. Se Messi levar o país dele ao título — algo que não ocorre desde 1986, desde Maradona — a máxima do jogo coletivo estará contrariada. Mas Messi vai ter que desequilibrar muito e fazer muita força pra isto. Sigo apostando nisso. Mais jogo coletivo, do que brilho individual. A Seleção Brasileira só vai ser campeã se o conjunto funcionar. Neymar pode brilhar, mas neste contexto.