Foi tensão até o final. E o Figueirense lutou até o final para buscar a vaga na terceira fase da Copa do Brasil. Mereceu porque arriscou e se jogou para a vitória. Em nenhum momento o time aceitou a ameaça de ter que decidir em casa nos pênaltis. Já o Oeste começou a fazer cena com os atletas se jogando em campo pra arrastar a decisão para as penalidades. O Figueirense foi merecedor e teve qualidade e sangue frio pra decidir, num jogo em que alguns componentes diferentes entraram em jogo, numa eliminatória difícil, mas ultrapassada.
Um jogo diferente
O primeiro tempo foi de um Figueirense que jogou bem, criou jogadas, trabalhou pelas laterais, envolveu e poderia ter decidido. Terminou empatado, num pecado de um lance que veio quando o Figueirense era soberano e tinha o domínio do jogo, mas não do placar. Faltou o último passe e até um pouco mais de ambição ao time. O único momento em que a partida fugiu um pouco foi após o gol do adversário, mas logo o time de Milton Cruz retomou as rédeas. Só que o segundo tempo foi totalmente diferente. Saiu o jogo jogado com qualidade e frieza. Entraram a tensão, o receio de perder a vaga e a pressão de ter que decidir. O Oeste ameaçou duas vezes, com duas chances reais. Uma com Nicolas Careca, que chutou pra fora, e outra com o bom volante Lídio, que cabeceou para defesa sensacional de Denis. O Figueirense só foi voltar a ter o domínio no final, com a busca da vitória no ímpeto e na coragem dos seus jogadores. Foi um ótimo Figueirense em atuação no primeiro tempo, mas foi o do segundo tempo que definiu, mesmo na pressão.
Um time que vai se moldando com os resultados
Uma equipe vai ganhando corpo com os desafios e com as dificuldades. O Figueirense ganhou mais que uma vaga na terceira fase da competição nacional. Ganhou também casca para se fortalecer cada vez mais. Era algo que ainda não havia acontecido durante este início de temporada. A experiência de Jorge Henrique foi fundamental. O time cresceu em personalidade com a presença dele. E em qualidade também. A resposta dada em campo diante das dificuldades mostra um time que tem muita condição de crescer mais no jogo a jogo.
Alternativa para vencer
O Avaí precisa construir alguma alternativa de jogo ofensivo para buscar a classificação em Caxias. Se ficar só na defesa, como tem feito nas últimas partidas, capaz de perder em alguma bola e em algum erro de qualquer lance, como aconteceu em Chapecó, no último domingo. É preciso criar algo na frente. E não é se expor, não é isso. Mas ter alguma alternativa ofensiva, que o Avaí não tem mostrado. O jogo contra o Juventude é eliminatório e vale também muita grana. É um desafio enorme para aquilo que o Avaí tem apresentado.