Torcida única, não!

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A especulação de clássicos entre Avaí e Figueirense, nas partidas da Série B, com torcida única, fez com que realmente houvesse apenas uma torcida. Nas redes sociais, nos recados deixados na CBN Diário, em tudo que foi canal de retorno dos torcedores, os fãs de Avaí e Figueirense e do clássico de maior rivalidade do futebol catarinense se uniram, como se fossem mesmo uma torcida única, para dizer um sonoro NÃO à “proposta”.

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Mesmo quando o assunto não era este, os recados chegavam. Ao mesmo tempo em que há rejeição, tem que haver compromisso. Os torcedores têm que ser os grandes vigilantes da ordem nos estádios – no Scarpelli primeiro, na Ressacada depois – durantes os dois jogos no Brasileiro deste ano. Se não houver este comprometimento, talvez um dia chegue realmente o momento em que seja necessário dividir.

Mesmo que existam aqueles que sempre querem bagunça e que utilizam o jogo como um simples argumento para brigar, ainda não há um ambiente incontrolável entre torcidas para a medida mais drástica. Pelo contrário, os torcedores de bem ainda são a grande maioria e devem ser também no Scarpelli no próximo sábado.

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Apesar do resultado

O Avaí mostrou um futebol bastante ofensivo e, em alguns momentos, bastante envolvente no último sábado. No início do jogo o trio Alemão, Renato e Guga pela direita entortou a marcação do São Bento, que não conseguia achar nenhum dos três. Com toques rápidos, deslocamentos e bom entrosamento, o trio ditava o ritmo da partida. Durou pouco, porque Renato teve que sair da partida muito cedo, mas a impressão foi ótima.

O empate foi bastante cruel com um time que teve, em alguns momentos, 70% de posse de bola, e que produziu 28 finalizações. O goleiro do São Bento foi um dos nomes do jogo. O pecado do Leão foi a precipitação em algumas finalizações. As bolas levantadas na área – 53 vezes – também mostraram um time tentando resolver de qualquer jeito.

Mas no todo, o Avaí teve uma atuação extremamente agressiva e ofensiva. O Leão mudou seu perfil e ainda está ajustando, mas já mostra a qualidade que tem. Individualmente, Alemão, Airton, Renato, Rodrigão e Capa foram muito bem. E Luanzinho, jogando na armação, por dentro, como não queria Claudinei Oliveira, fez passes maravilhosos, mostrando qualidade.

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Mais uma vez, na ferida

Já foi assim com Casagrande, agora com Caju. A palavra é “alienados” e atinge como uma pancada a realidade dos “astros” do nosso futebol brasileiro atual. Antes de Tite assumir, cheguei a escrever que a Seleção era formada por um grupo de “menininhos de internet”. A entrevista de PC Caju, publicada pelo DC na edição deste final de semana, passa por muitos assuntos, mas fico com os tópicos sobre a Seleção. Caju reflete, como outros refletiram recentemente, seu desapontamento com a falta de personalidade dos jogadores atuais, que parecem viver numa bolha, onde existe o “mundo maravilhoso de Neymar” ou do “mundo maravilhoso de Philippe Coutinho” e ninguém se posiciona sobre nada do que está errado.

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Foi-se o tempo em que havia um Sócrates e posições que extrapolavam os gols da rodada de domingo. Nisso estou com Caju e Casão, que recentemente também falou conosco na CBN Diário. Hoje o que vale é mostrar o pé quebrado ou recuperado no Instagram. O time se organizou, mas os mesmos menininhos estão por lá, o que costuma ser um desastre na hora da dificuldade.