Com muitas ausências provocadas por suspensões, lesões e até por prevenção, o Figueirense estava bastante desfigurado em campo contra o Inter. E estava interessado apenas em uma coisa: fazer os três pontos. Tanto é que jogando dentro de casa contra o frágil time colorado, ficou no seu campo, esperando pra só sair na boa e pra não dar espaços. Era um Figueira que não mandava em casa e que só foi sair um pouco quando fez o primeiro e único gol.
No segundo tempo, nem mesmo com dois jogadores a mais em campo, o Alvinegro pressionou. Deixou o tempo passar e garantiu o que interessava mesmo, que era marcar três pontos a mais na tabela de classificação. O que ficou de bom, além dos pontos, foi a atuação do goleiro Alisson, que teve uma chance com a lesão de Denis, e foi muito bem quando o time precisou dele.
Bráulio no manual
O árbitro Bráulio Machado já ganhou aqui todos os elogios possíveis, mas desta vez exagerou no rigor com o time do Internacional. Fez uma arbitragem correta, mas muito rigorosa. Foi o que chamei de arbitragem de manual na transmissão da NSC TV. Aplicava os cartões do manual, sem arbitrar. Poderia ter evitado a segunda expulsão do time de Lages. Não era um jogo que exigisse dele a mão pesada do rigor para conter a disciplina.
Aliás, lembro bem que elogiei bastante o mesmo Bráulio Machado na decisão do catarinense do ano passado, quando ele, mesmo com jogo complicado, segurou na imposição e no respeito a disciplina. Segurou ao máximo para não expulsar ninguém entre Chapecoense e Avaí. O grande árbitro não apita somente “no manual”. Sabe discernir quando é preciso se impor com rigor ou não.
Confira a tabela do Catarinense 2018