Um jogo para emoções nesta segunda-feira

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Normalmente, uma partida de oitavas de final não é algo para assustar ou provocar tensões maiores na torcida brasileira. Desde que acompanho as Copas – 1982 – em apenas uma vez o Brasil não passou, que foi em 1990, na Itália. Em uma outra vez, foi sufoco máximo: a Copa passada contra o Chile e os pênaltis angustiantes.

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Lembro dos 3 x 1 sobre a Argentina em 1982, em que não era oitavas, mas valeu como se fosse, os 4 x 0 sobre a Polônia, em 1986, aquele 1 x 0 emocionante contra os EUA, em 1994, os 4 x 1 sobre o Chile, na França, os 2 x 0 diante da Bélgica, em 2002, os 3 x 0 sobre Gana, em 2006 e os mesmos 3 x 0 sobre o Chile, em 2010.

Como se percebe, o Brasil normalmente é forte nesta fase. Escrevo tudo isso pra me convencer que mais uma vez vai valer a força do futebol brasileiro. Só que esta Copa está nos mostrando diferente. Os campeões vêm despencando. O jogo contra o México é muito complicado. O time de Osorio tem um contra-ataque fantástico. Vai ser emoção e tensão.

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Mais uma vez Filipe Luís

A chance dele jogar a Copa era mínima, só que Copa tem destas. Como Leonardo que deu lugar a Branco, em 1994. Ou Djalma Santos e Cafu que acabaram jogando as finais de 1958 e 1994. Marcelo é indiscutível, mas vai jogar Filipe Luís, por uma destas curvas que o destino faz. Pra este jogo contra o México, talvez o destino esteja dando uma forcinha. Afinal, a seleção mexicana poderia explorar com ótimos contra-ataques as costas de Marcelo, como fez a Suíça na primeira partida. Filipe defende melhor que Marcelo. É a única virtude que ele tem que o titular não tem.

Começou o espetáculo da Copa

No sábado as definições de “melhor jogo da Copa” foram atualizadas quando França e Argentina entraram em campo. Talvez não haja nesta Copa outra partida melhor. Valeu a juventude deste novo fenômeno do futebol, chamado Mbappé. Aliás, pelo mundo, são muitas comparações com o nosso fenômeno Ronaldo. Ainda no sábado CR7 não foi suficiente para confrontar Suarez e Cavani. O Uruguai mereceu e tem uma dupla de ataque que é terrível para as defesas. Neste domingo, a favorita Espanha foi barrada pelo coração russo.

Isso mesmo! A Rússia jogou com o coração para eliminar a campeã de 2010, que chegou a esta Copa como favorita, mas se atrapalhou sozinha, antes mesmo da bola rola. E o final de semana terminou com Modric lembrando Zico em 1986. Quando ele perdeu aquele pênalti na prorrogação, após dar lindo passe para Rebic, lembrei de Zico dando lindo passe para Branco contra a França em 1986. O final foi bem mais feliz para Modric, que não vai ter um pênalti perdido para sempre martelando em sua cabeça.

Começou a Copa de verdade. Esses jogos fazem história.

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