Muito mais do que achar um substituto para Betinho, o técnico Milton Cruz precisa urgentemente achar um jeito de jogar sem ele. O Figueirense tem mostrado uma total incapacidade de se resolver em campo sem o volante/meia, que chegou no início da temporada e se transformou em um dos principais jogadores e da forma de jogar do time. Só que o conjunto precisa ser mais sólido, não pode depender tanto de um jogador. Não deveria. Mas está dependente porque é ele que faz a ligação entre o que sai de trás e o que chega na frente, ele aciona os três homens de criação e chama os laterais pro jogo.
O técnico Milton Cruz vem procurando um substituto pra ele, mas não tem este jogador com Pereira e Abuda e talvez não tenha também com Matheus Sales. O que o Cruz tem que achar mesmo é um jeito de jogar sem ele. Vai ter que mexer na estrutura montada até aqui durante o estadual e este início de Série B. Dá mais trabalho. Talvez com João Paulo pela esquerda e Matheus Sales pela esquerda.
Pra sexta, problema maior ainda
O jogo contra o Fortaleza já é complicado por todo o contexto. O Figueirense vem de derrota em clássico e vai ser cobrado pela sua torcida. Ao mesmo tempo enfrenta um adversário que está forte e embalado neste início de Série B. O Fortaleza de Rogério Ceni é um adversário duríssimo. E o alvinegro não vai ter Zé Antônio, que está suspenso, e provavelmente também terá o desfalque de Betinho, machucado. O que muda bastante de uma base sólida e que foi a primeira estabelecida pelo técnico no início dos jogos deste ano.
Zé Antônio e Betinho resistiram até mesmo às mexidas promovidas por Milton durante o estadual. A nova dupla de frente de área está em suspense. Abuda pode ser o substituto de Zé Antônio. Mas e se for ele mesmo, quem vai fazer a dupla? Pereira, Matheus Sales e até João Paulo podem aparecer. O fato é que nenhuma destas duplas está acertada e isto já o tamanho do problema que precisa ser resolvido.