A rusga entre Avaí e Figueirense, gerada pela falta de acordo entre os dois clubes para a divisão da cota da Série B, vai render ainda alguns capítulos. Os clubes já planejavam conjuntamente algumas ações para o clássico do returno do Catarinense 2018, o jogo do Orlando Scarpelli. Havia uma reunião agendada ainda para esta semana, que foi cancelada. Ou seja, o que foi visto no turno, com os presidentes juntos e conversando abertamente sobre ações para valorizar conjuntamente o futebol da capital, pode esquecer.
Pelo menos por enquanto. Falta apenas uma manifestação pública do Figueirense, pois o Avaí já demonstrou todo seu descontentamento. Por mais que tenha apurado e até trazido aqui uma manifestação do clube, seria importante falar com os torcedores e se posicionar. A informação que tenho é que sábado haverá essa manifestação antes do jogo contra o Hercílio Luz.
Um ajuste no meio-campo
O Avaí ganhou Luanzinho para a sequência de partidas e como uma opção real para o meio de campo do time. Este foi um dos saldos da partida de Brasília. É um setor mal resolvido da equipe e que poderia ganhar com a presença dele. Com um marcador, que seria Judson, um jogador de área a área, com bom passe e dinâmica de jogo, que seria Luanzinho, o técnico Claudinei Oliveira poderia aproveitar André Moritz mais adiantado – onde tem mostrado render mais. Marquinhos ficaria como um falso nove mesmo, como tenho analisado desde o ano passado.
Nas extremas, Romulo e Maurinho. Martinuccio seria uma opção para as ausências de Moritz ou Marquinhos. O Avaí teria um meio mais preenchido e qualificado, facilitando o trabalho da defesa e do ataque. É claro que o ataque ainda teria carências. Só que estas carências são da formação do grupo. Na defesa não há maiores problemas. Apenas uma indefinição na lateral direita. E outra coisa, que já tenho dito na rádio e analisado por aqui: o DNA do time é primeiro defender bem, depois atacar.
Os dois destaques individuais do Figueirense
No Figueirense, dois jogadores chamam mais atenção neste momento. Um deles já vai deixando sua marca na personalidade da equipe: o volante Betinho. Ótima surpresa deste novo time. Sua marca aparece na saída de bola qualificada, na tendência do time de jogar pela direita, onde ele está posicionado. Betinho marca bem e participa muito do jogo.
O outro jogador é Ferrareis, que aos poucos vem se soltando e fazendo o seu papel de meia. Nos primeiros jogos se mostrava um pouco “fominha”, mas atualmente tem mostrado que também é um passador. Os dois não podem ficar fora do time titular de Milton Cruz. Time que vai aparecer, ainda não neste sábado contra o Hercílio Luz, mas na quarta-feira, diante da Chapecoense, no Orlando Scarpelli.