Vitória do Avaí com novas alternativas individuais e coletivas

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Guga e Lovat nas laterais acrescentaram vitalidade. A dupla Judson e Luan voltou, ajudando a liberar os laterais como meias para criar. André Moritz jogou mais adiantado, como sempre atuou na carreira. Nada de Martinuccio, nem Maurinho, nem João Paulo. Foi uma mudança radical em termos de escolhas individuais e táticas. O Avaí precisava se reinventar e o técnico Claudinei Oliveira levou isso ao pé da letra. Em campo, o time dava a posse de bola para o Brusque e jogava como tinha que jogar neste momento, pelo resultado. Foi um Avaí ao extremo do formato Claudinei. Não parece ser uma solução pra todo o restante das partidas, mas foi adequada pra essa e resolveu o problema do momento. O golaço de Judson entra no pacote do Avaí cheio de surpresas. Um chute impressionante do meio da rua. Foi reto e direto no gol para abrir o caminho da vitória. O Avaí precisava vencer. Venceu e se mantém vivo na disputa.

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O que não funcionou

O melhor jogo do Figueirense no Estadual foi contra o Joinville, no Orlando Scarpelli. O time teve no lado direito muita desenvoltura, bom futebol e envolvimento da equipe adversária. Estavam por ali Raul, o lateral direito, Betinho, o volante/meia do setor, e Maikon Leite. Os três se entrosaram muito bem naquele jogo. Contra a Chapecoense, a primeira medida dos adversários foi marcar a saída de bola de Betinho. Márcio Araújo foi o responsável por incomodar sempre o volante do Figueirense pra que ele não pudesse iniciar as jogadas vindo de frente e com liberdade. O segundo problema alvinegro foi a saída de Raul aos 10 minutos de partida. O terceiro foi o posicionamento de Maikon Leite, mais pra dentro, já que o Figueirense jogou com dois atacantes e não três. O que esteve bem coeso no jogo contra o JEC estava desfeito contra a Chapecoense, em parte por responsabilidade da Chapecoense, em parte por problemas e escolhas que o Figueirense teve.

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Evolução

Na coletiva pós-jogo, o técnico Milton Cruz não queria ser questionado. Ressaltou o resultado e a manutenção da liderança, mas esqueceu de falar por que o Figueirense não conseguiu jogar contra a Chapecoense. O time tentou durante 25 minutos no primeiro tempo impor seu jogo, mas com a marcação bem executada da Chape foi obrigado a mudar a estratégia e ficar na defesa para tentar contra-ataques – que só ocorreram duas vezes, uma no primeiro tempo, com Maikon Leite, e outra com André Luís já no final do jogo. Concordo com ele que é cedo para cobrar saídas do time e que são muitos jogos e pouco tempo para treinar. Acontece que, minimamente, qualquer equipe precisa ter soluções para sair de uma marcação. O Figueirense não teve essa iniciativa nem vindo de dentro de campo, com os jogadores, nem de fora, com orientações técnicas. Cruz terminou a coletiva repetindo que o Figueirense precisa melhorar. Portanto, ele sabe que ainda falta muito, apesar de estar “enaltecendo” somente o resultado e a manutenção da liderança.