Muito além do resultado, a difícil vitória sobre a Costa Rica trouxe muitas e boas definições para a Seleção em sua caminhada na Copa do Mundo. A primeira delas é que não há saída fora do jogo coletivo e associado. O time trouxe de volta o padrão estabelecido por Tite desde que assumiu e não saiu dessa consistência coletiva, mesmo com a tensão do gol que não saia e do tempo que ia passando. A segunda é a vida que o lado direito ganhou com as presenças de Fagner e Douglas Costa.
No segundo tempo, o volume de jogo da Seleção foi impressionante. Foram 10 finalizações no gol, que foram na trave ou deram trabalho ao excelente Navas. A aparição do jogo pela direita, abriu espaços também pela esquerda, mexendo a defesa adversária. O segundo tempo foi um massacre, em volume de jogo, chances criadas e chutes no gol – foram 10, o maior número de uma Seleção nesta Copa. Na primeira partida, contra a Suíça, o time apressou e se desorganizou. Contra a Costa Rica, o time acelerou o jogo e envolveu, sem se desorganizar.
Tensão de eliminatória
Outra questão importante, que vai muito além da vitória, foi a tensão que se formou para o jogo. Era como uma eliminatória. O Brasil não aceitou empatar. Foi em busca da vitória, martelando o tempo inteiro. Só que alguns atletas ficaram mais nervosos do que o necessário. Inegavelmente Neymar fez um duelo particular com o árbitro, que não é nada bom pra ele e pra Seleção.
Mas o pior foi o árbitro também se colocar nesta posição e fazer ele, assim como o camisa 10 da Seleção, este mesmo duelo. O árbitro não pode fazer isto. É um dos maiores erros que qualquer juiz pode cometer numa partida. E não cabe a ele desenvolver ou travar uma batalha com qualquer jogador. Foi o que aconteceu com o holandês Bjorn Kuipers