Covid-19 leva Lourdes Catão, última diva dos anos dourados

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Lourdes Catão no jardim de seu apartamento no Rio de Janeiro (Foto de Sebastião Marinho)

O Rio de Janeiro está em colapso com a pandemia.

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Depois de levar o nosso querido João da Costa, marido da catarinense Witti Witthinrich, o coronavírus acaba de vitimar a diva social, Lourdes Catão, aos 93 anos.

Legítima representante dos anos dourados no Brasil, Lourdes era apaixonada por Floripa e uma das mulheres mais bonitas da sua época. Após o término do casamento com Álvaro Catão, a socialite se mudou para Nova York, com breve passagem por Paris.

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Ao retornar ao Brasil, veio morar em Santa Catarina. Construiu um paraíso particular na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, para onde levava as amigas cariocas, que retornavam ao Rio embasbacadas diante do cenário montado por ela, cercado de jardins, flores, arvoredo.

Lourdes editou o livro Sociedade Brasileira, iniciativa de décadas da irmã Helena. Coube à Lourdes, filha pródiga que retornava ao cenário social, passar a ditar “quem era quem” na sociedade da época. A obra era um catálogo exclusivo, uma espécie de clube fechado, em que ser verbete significava passe livre para a vida em sociedade, praticamente uma condecoração.

A última vez em que as amigas de Lourdes se encontraram foi dia 12 de março, aniversário da socialite. Depois disso, Lourdes cumpriu um intenso isolamento, mas mesmo assim acabou se tornando vítima do Covid-19.