As lideranças empresariais abrigadas na Acij, Ajorpeme, CDL e Acomac reivindicam para a cidade pelo menos duas cadeiras no futuro colegiado: as de Infraestrutura e de Desenvolvimento Econômico. A primeira é essencial porque é de lá que poderão surgir os recursos para obras reclamadas, como a duplicação do eixo industrial Hans Dieter Schmidt/Edgar Meister; e da avenida Almirante Jaceguay.
No caso da área de Desenvolvimento Econômico, a sua importância, principalmente, reside no fato de que abriga o relevante Instituto de Meio Ambiente (IMA), órgão responsável pela análise e aprovação de licenças ambientais por parte do Estado. E também tendo em vista que é por lá, junto com a Fazenda, que transitam políticas públicas de incentivos fiscais para empresas e setores.
Muitas conversas
O governador eleito ainda terá de equacionar a situação na Assembleia Legislativa (AL), onde 55% dos eleitos são nomes novos. Moisés não terá vida fácil. O PSL elegeu apenas seis deputados estaduais – de um total de 40. Terá de compor com outras siglas, em especial o MDB e partidos menores. Terá o PSD, de Gelson Merisio, na oposição.
Portanto, Moisés necessitará de um ótimo articulador junto aos deputados e, também, um habilidoso líder na AL para conseguir aprovar projetos de lei e não ficar refém de apoios caso a caso.
Afinidade
No plano nacional, joga a seu favor o fato de o presidente eleito, Jair Bolsonaro, ser do mesmo partido. Então, a afinidade deverá valer alguma coisa. Tanto um como outro assumirão responsabilidades enormes a partir de 1º de janeiro. Aqui, em Santa Catarina, o que todos esperam são gestões que permitam – o Estado e o País – evoluírem de seus atuais estágios de desenvolvimento econômico-social atual.
No Estado, o futuro governador promete priorizar a segurança pública – com novos recursos tecnológicos e adoção de mais inteligência nas atividades –, melhorar a crítica situação da saúde; e promover o desenvolvimento econômico com apoio à inovação dos segmentos da indústria catarinense.
Referências
Ambos têm no nome referências salvacionistas: Moisés liderou o povo hebraico num dos seus momentos mais gloriosos da História; e Messias, o nome do meio de Jair Bolsonaro, dispensa apresentação. Mas atenção: nem um, nem outro são salvadores da Pátria. Governarão para todos, na exata medida das suas dificuldades administrativas e políticas; como no limite de suas características próprias e de experiências acumuladas.
Conservadorismo
No Planalto, Bolsonaro vai subir a rampa ungido pela maioria do eleitorado, num pleito com características inéditas. Sem debates e muita confrontação via redes sociais. A sociedade brasileira reagiu aos políticos de sempre. Deu um basta ao petismo. A nova liderança nacional chega com a autoridade de um comportamento autoritário – há quem diga firme – e com convicções bem definidas, tendo Pátria e Deus como símbolos. Mais conservador, impossível.
A Bolsa
De agora em diante, será vista uma forma distinta de se administrar o Brasil. Uma gestão liberal com ênfase na ordem, a aguçar os investidores e empresários, que devem colocar bilhões de dólares em empreendimentos novos e na ampliação de negócios já em atividades. A Bolsa de Valores dará o tom já na manhã desta segunda-feira.
Não será nenhuma surpresa se o Ibovespa saltar bastante e a Bolsa alcançar, rapidamente, 90 mil pontos.
Reformas
Bolsonaro vai se esforçar para ter o apoio do Congresso e cumprir as promessas de fazer reformas da Previdência e tributária já no primeiro ano de mandato. O presidente eleito terá de ter pulso firme e paciência ao mesmo tempo. Precisará de maturidade para compreender as oposições. E, absolutamente fundamental, respeitar a Constituição para continuarmos como um país continental plural e democrático.
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