“Substituição tributária deve mudar”, diz Ricardo Machado, do Instituto de Estudos Tributários

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O Instituto de Desenvolvimento Tributário promove no próximo dia 19, na Fiesc, um debate sobre o instituto da substituição tributária. Será aberto com palestras do secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, e do presidente do Instituto, Ricardo Machado, seguido de debates com representantes da Fiesc, CRC e Acats.

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Qual o objetivo do debate sobre substituição tributária?

O Instituto de Estudos Tributários deseja colocar o tema em discussão aqui em Santa Catarina, apontando os problemas que a substituição tributária têm trazido para os empresários e operadores contábeis, mostrando que ela já cumpriu sua função. Pelo novo sistema de informatização na emissão de notas fiscais eletrônicas, escrituração fiscal digital, não há mais necessidade de tributação concentrada. O fisco tem condições de controlar toda a cadeia, desde a produção até a etapa final do varejo. Não há necessidade de concentrar a tributação na origem, gerando uma cobrança antecipada do ICMS.

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Qual o sistema que o instituto defende?

O pagamento real sobre o valor do produto comercializado. Com o fim da substituição tributária, voltaríamos ao chamado regime de débito e crédito, regime de conta gráfica do ICMS, em que cada empresa pagaria o imposto sobre o valor real da operação executada, e não com base no valor presumido, que é hoje a base de cálculo da substituição tributária. 

O Estado não perderá receita com o fim da substituição tributária?

Muito pelo contrário. Acredita-se até que o Estado terá aumento da arrecadação. Assim como em alguns casos a base de cálculo é estimada no valor acima do vendido – o Estado tem que devolver dinheiro neste caso – em outros setores acontece que as bases estão majoradas para baixo. Ou seja, o Estado acaba perdendo dinheiro, pois a base de cálculo não está no valor real da operação.

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 Quais os setores mais atingidos hoje com a substituição tributária?

A substituição tributária trouxe grande problema para o setor de medicamentos, especialmente os similares e os genéricos. Tratam-se de produtos de baixo custo que tem por objetivo beneficiar as camadas menos favorecidas da população. Hoje, a gente se defronta com casos em que o valor do ICMS, na substituição tributária, é maior do que o valor do produto, em função de uma estimativa de preço que não reflete a média do preço real praticado na farmácia.

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Nesse setor poderá haver redução nos preços aos consumidores?

Com certeza haverá reflexos positivos para os consumidores. Haverá redução do preço dos medicamentos genéricos e similares.