A Ri Happy, uma das maiores empresas do varejo de brinquedos do Brasil, pediu recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 827,4 milhões. No pedido, que veio à tona nesta segunda-feira (19), a empresa citou dificuldades financeiras provocadas por juros elevados, queda nas vendas e concorrência de plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, além de efeitos da pandemia de Covid-19.
A medida faz parte de uma reestruturação financeira e operacional iniciada após o comando da empresa mudar de mãos. No fim de agosto, a gestora BluSun Capital Partners anunciou a compra de 100% do Grupo Ri Happy, que inclui as marcas Ri Happy e PB Kids. É um negócio com quase 300 lojas e 2,6 mil funcionários no Brasil.
Ao contrário da recuperação judicial, em que há a figura de um administrador judicial que se remete a um juiz, na recuperação extrajudicial a empresa negocia diretamente com os credores novas condições para o pagamento de dívidas.
Assim como outros setores da economia, o segmento de brinquedos também patina. Em maio, a Estrela, gigante do setor fabricante do Banco Imobiliário e da boneca Susi, pediu recuperação judicial para repactuar um passivo de R$ 109,1 milhões.
