Uma das mais icônicas marcas de moda já criadas em Blumenau, que ajudou a projetar o polo têxtil da cidade e de Santa Catarina para todo o Brasil, está de volta. A Sulfabril será oficialmente relançada durante o evento O Negócio da Moda (ONDM), que começa nesta terça-feira (20) e segue até quinta (22) em Balneário Camboriú.
A reestreia será liderada pela Lunelli, uma das maiores indústrias catarinenses do setor, com 14 fábricas, quase 5 mil funcionários e faturamento de R$ 1,5 bilhão. A companhia arrematou a marca Sulfabril, criada em 1947, em um leilão da massa falida realizado em dezembro de 2021. Ofereceu, na época, cerca de R$ 1,2 milhão pela grife.
Embora a direção da empresa, na ocasião, tenha dito que pensava em relançá-la no ano seguinte, a marca ficou na gaveta. Em entrevista à coluna em outubro do ano passado, a empresária Viviane Lunelli, atual presidente da Lunelli, disse que ela estava “guardada com muito respeito”.

Foram quase cinco anos de gestação do novo projeto. Agora, nesta nova fase, a Sulfabril retorna ao mercado depois de praticamente uma década estruturada como uma plataforma de negócios da Lunelli, com atuação em duas frentes: malhas em rolo e produtos confeccionados, informou a empresa.
Idas e vindas
A Sulfabril teve a falência decretada em 1999, mas continuou operando pelos 15 anos seguintes até encerrar de vez as atividades em dezembro de 2014. No ano seguinte, a joint-venture NSA Invest arrematou a marca da empresa em um leilão e chegou a anunciar o seu retorno ao mercado. Mas a compradora não pagou as parcelas restantes pactuadas no leilão e a venda foi anulada pela Justiça em 2017.
Na reorganização do processo, os ativos que pertenciam à antiga Sulfabril foram separados. O imóvel do complexo fabril na Rua Itajaí foi alvo de um leilão a parte em 2018 vencido pela Tex Cotton, que já reformou a maior parte da estrutura e hoje concentra lá a operação da empresa.
Um outro leilão, específico da marca Sulfabril, ocorreu em 2021. Na época, a Lunelli foi a única interessada e apresentou a oferta mínima exigida em edital. Além da própria Sulfabril, o lote arrematado pela companhia incluiu outras grifes da massa falida.
