Um grupo entre 60 e 70 funcionários da Coteminas saiu do portão da fábrica da empresa no bairro Garcia, em Blumenau, e levou gritos de protestos para a Rua XV de Novembro, o principal corredor comercial da cidade. A passeata teve faixas cobrando o presidente da companhia, Josué Gomes.
Foi uma maneira que o Sintrafite, sindicato que representa a categoria têxtil, encontrou para chamar a atenção de um drama vivido pelos funcionários. Segundo a entidade, até esta quarta-feira (19) os trabalhadores ainda não haviam recebido os salários de julho. Já são 13 dias de atraso – o dinheiro deveria ter pingado no dia 6 de agosto.
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A situação já virou rotina. A Coteminas vem atrasando os pagamentos de forma recorrente nos últimos anos, mas não se registrava demora tão grande assim pelo menos desde 2024, conforme a entidade.
“Isso é um grito de socorro dos trabalhadores, porque a situação está insustentável. As pessoas não sabem quando vão receber. Está todo mundo com contas atrasadas”, diz o presidente do Sintrafite, Carlos Alexandre Maske.
Ao sindicato, a direção da empresa teria sinalizado a regularização da situação até o fim desta semana. A entidade, no entanto, tem recorrido à Justiça. Já entrou com ação de arresto de bens da Coteminas para o pagamento dos funcionários. O pedido foi feito junto ao juízo da recuperação judicial da companhia, mas ainda não houve deliberação.
Relatos de trabalhadores repassados ao Sintrafite dão conta de que a operação de Blumenau estaria 100% paralisada nesta quarta. A Coteminas vive momento financeiro conturbado, com dívida estimada em R$ 2 bilhões, e está em recuperação judicial. Em maio, teve o plano de reestruturação homologado pela Justiça.
A coluna não conseguiu contato com a Coteminas até o momento da publicação. O espaço segue aberto.



