Empresas se unem para bancar projetos do Distrito da Inovação de Blumenau e poupam dinheiro público

Grupo de escritórios de arquitetura da cidade já trabalha nos estudos, que devem ficar prontos no início de 2027

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Imagem ilustrativa mostra uma ideia de projeto do núcleo central do distrito, incluindo centro e praça de inovação e revitalização de edificações históricas (Foto: Reprodução)

Empresas e empresários de Blumenau se uniram para bancar os projetos executivos de quatro intervenções que formam o futuro núcleo central do Distrito de Inovação da cidade (DIB). A mobilização envolve representantes do Conselho de Entidades de Blumenau, que reúne Ampe, CDL, Intersindical Patronal, OAB, Somar e Acib, líder do movimento.

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As entidades estabeleceram como meta levantar uma quantia aproximada de R$ 1,2 milhão para custear os projetos-base de um segundo prédio para o Centro de Inovação (CIB) e da Praça da Inovação, além das revitalizações das antigas Casa Salinger e Casa da Manteiga. Até agora, foram arrecadados cerca de R$ 700 mil, diz o empresário Sergio Tomio, que integra o grupo.

O movimento inclui ainda seis empresas de arquitetura de Blumenau, entre elas algumas das mais renomadas da cidade, que toparam trabalhar em parceria e já estão debruçadas na elaboração dos projetos. Fazem parte da iniciativa os escritórios Mannz, Voo, Alencar, Esquadro, Osvaldo Segundo e Stein Arquitetura.

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A estimativa é que os projetos fiquem prontos e sejam apresentados ainda no primeiro trimestre de 2027. Depois, eles serão doados ao poder público, que ficará responsável pela contratação das obras – o governo do Estado já sinalizou com a liberação de R$ 60 milhões para financiá-las. A gestão de tudo ficará a cargo do Instituto Gene, administrador do DIB.

A mobilização reflete na prática um dos princípios da inovação, que é o trabalho conjunto entre iniciativa privada e poder público. O secretário de Planejamento Urbano de Blumenau, Daniel Maffezzolli, acredita que há poucos precedentes semelhantes na história recente da cidade de empresas juntarem forças para patrocinar estudos que, em tese, deveriam ser feitos pela prefeitura.

Menos tempo e dinheiro

De cara, a mobilização poupa recursos públicos. Além disso, a união da iniciativa privada tende a acelerar a conclusão dos projetos. Em uma situação habitual, seriam necessárias elaborações de termos de referência e abertura de licitações, respeitando prazos legais de análise de documentos e contestação do resultado. A conta que se faz é que, do jeito que as coisas estão fluindo, deve-se economizar pelo menos um ano com burocracia.

“Eles conseguem entregar os projetos executivos em um tempo que o poder público não consegue fazer”, admite Maffezzolli.

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A prefeitura de Blumenau chegou a lançar uma licitação para a contratação das obras da Praça da Inovação, um dos itens do pacote, a ser implantada em um terreno baldio entre o CIB e o campus 2 da Furb. O processo, no entanto, foi revogado, sob a alegação de que a proposta original poderia ficar desalinhada a todo esse conjunto arquitetônico previsto para o núcleo central do DIB.

O que é o Distrito de Inovação

Na prática, o DIB funcionará como um grande “laboratório de ideias”. Geograficamente falando, trata-se de uma área territorial que engloba um raio de pouco mais de três quilômetros que vai da Praça dos Músicos, no bairro Itoupava Seca, até o Senai, já no início do Victor Konder.

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Este espaço poderá ter incentivos fiscais específicos para a instalação de novos negócios, estímulos ao empreendedorismo, à geração de empregos qualificados e à sustentabilidade e mudanças no zoneamento urbano para flexibilizar regras de construção e uso do solo, entre outras medidas.

A ideia é diminuir a burocracia e usar essa área como espaço de testes de soluções que podem ser adotadas no restante de Blumenau.

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O conceito, porém, vai um pouco além. O DIB também é idealizado para funcionar na prática como uma espécie de bairro inteligente, planejado para que as pessoas não apenas trabalhem e inovem, mas também vivam, estudem e se divirtam com acesso a serviços essenciais em um mesmo território, segundo a proposta da prefeitura.