Inconformismo, críticas ao STF, mea culpa e alfinetada em Bolsonaro: a reação da direita em Blumenau à vitória de Lula

A vitória do presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições repercutiu de maneiras distintas entre lideranças políticas locais

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Lula celebra vitória em ato com apoiadores na Avenida Paulista (Foto: Paulo Pinto, Agência Brasil)

A vitória do presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições repercutiu de maneiras distintas entre lideranças políticas de Blumenau alinhadas à direita. As reações foram um misto de inconformismo, suposições de interferência no resultado e críticas ao STF. Sobrou até mesmo para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O vereador Flávio Linhares (PL) foi um dos mais enfáticos. Em vídeos e comentários publicados nas redes sociais, o parlamentar chegou a dizer que tinha a “sensação de estar sendo roubado”.

“Será que mais uma vez a vitória será comemorada nos presídios e não com as famílias? É uma sacanagem a prorrogação”, disse ele, citando a decisão do ministro Cristiano Zanin de estender o horário da votação das 17h para as 19h.

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A própria campanha de Flavio Bolsonaro (PL) chegou a pedir a prorrogação da votação antes do horário final da disputa.

O deputado estadual Marcos da Rosa (PL) sugeriu, também em um vídeo publicado nas redes sociais, que o resultado das eleições poderia ter sido manipulado:

“É possível ou não é, tecnicamente, alguém lá do TSE verificar quem venceu as eleições, e se foi o Flavio Bolsonaro, de eles darem um jeito de interferir no resultado e dar um golpe no povo brasileiro?”, questionou.

Até hoje, nunca fui provado nenhum tipo de fraude nas urnas eletrônicas ou qualquer manipulação do resultado nesta linha, segundo o TSE, que também oficializou o resultado.

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Outros nomes do PL evitaram a bravata e preferiram adotar tom de conformismo, sem contestar o resultado. O deputado estadual Ivan Naatz disse que defendeu Flavio Bolsonaro e que, apesar de considerar o resultado “inacreditável”, respeita a democracia e a vontade das urnas.

“A votação no Nordeste merece reflexão, considerando o seu peso no cenário eleitoral brasileiro. É preciso compreender as razões desse resultado e respeitar as diferenças regionais”, publicou.

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O prefeito Egidio Ferrari (PL) publicou nos stories do Instagram uma mensagem dizendo que “o preço da conta” de um novo governo Lula “será pago por todos nós”.

“Teremos mais quatro anos de Lula, de irresponsabilidade, de gastos sem limites, de cartão da Janja passando longe de qualquer exemplo de austeridade e de um governo que parece não ter compromisso com o futuro do país”.

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Para além do resultado em si, o deputado estadual reeleito Napoleão Bernardes (PSD) foi contundente nas críticas à atuação da Justiça. Ele, que também é advogado, disse que a decisão do STF de prorrogar a votação “rasga a Constituição” e é “absurda”.

“Até quando a gente vai sofrer a interferência de uma instituição contaminada por ministros que simplesmente cumprem um papel de militância partidária? É revoltante e desanimador. O TSE se omitiu e o STF meteu o bedelho onde não devia. Essa eleição precisa passar por uma séria e independente”.

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Críticas até a Jair Bolsonaro

Para o deputado estadual eleito Odair Tramontin (Novo), o Brasil preferiu “insistir no populismo”. O futuro parlamentar, no entanto, fez um apelo contra o que chamou de “teorias conspiratórias para justificar essa derrota doída”, e que o melhor era fazer uma reflexão sobre os erros cometidos para não repeti-los.

“O Lula dispensa comentários, mas precisamos falar sobre o Jair Bolsonaro, que teve o mérito de tirar o PT lá em 2018, cometeu erros e devolveu o governo ao PT, e agora mostrou que só pensa em si e em sua família. Elegeu a esposa e um filho senadores, um outro filho deputado federal e queria eleger o outro filho presidente da república. Eu acho que isso é um pouco demais. Se estivesse realmente preocupado com o Brasil, teria indicado um candidato fora da família, como o governador Tarcisio de Freitas, que não tinha a rejeição que pai e filho tinham”, analisou.

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O deputado federal Ismael dos Santos (PL), que não se reelegeu, pregou “união para não acabar de vez com essa nação”.

“Eu sei que os próximos dias poderão ser difíceis. Uma crise se arrasta com insegurança política, social, jurídica e economia, e a população já deu claros avisos de cansaço. Mas a história não acabou”, disse também em um vídeo nas redes sociais.

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O ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL), um dos mais ferrenhos apoiadores do bolsonarismo na região, ainda não se manifestou em suas redes sobre o resultado.