Loja cinco vezes maior e contrato com a Netflix marcam nova fase de gigante têxtil de SC

Depois de faturar R$ 300 milhões em 2025, Fakini aumenta aposta no varejo

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Francis Fachini, presidente da Fakini: empresa se especializou em atender o pequeno e o médio varejo (Foto: Pedro Machado, NSC Total)

A moderna e imponente loja recém-instalada em frente à fábrica é um dos símbolos de uma nova fase da Fakini, indústria têxtil de Pomerode que é uma das referências em moda infantil em Santa Catarina. Inaugurada na última semana, a estrutura de 1,1 mil metros quadrados é cinco vezes maior que a anterior, tem playground para crianças, vai receber um café com produtos típicos da cidade mais alemã do Brasil e servirá de vitrine para as três marcas da companhia – Fakini, Angel e Aurus, as duas últimas voltadas, respectivamente, aos públicos feminino e masculino adulto.

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— É um momento muito feliz. A gente consegue, agora, apresentar para a comunidade um pouco daquilo que a gente faz, de fato, na nossa indústria — diz o presidente Francis Fachini, membro da segunda geração da família fundadora do negócio, em entrevista à coluna.

Além de reforçar a presença da empresa no varejo em uma cidade com forte apelo turístico – o que também deve render frutos nas vendas –, a nova loja reflete um ciclo de investimentos de R$ 15 milhões desembolsados pela Fakini em um período de três anos. Isso incluiu também aquisições de máquinas para o chão de fábrica, melhorias em processo fabris, inovação e a estruturação de um prédio para abrigar o novo centro administrativo.

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A loja fica no térreo desta edificação. A área administrativa será instalada no pavimento logo acima. Em um terceiro andar, haverá um showroom e um espaço para desfiles das coleções da empresa, uma área pensada para melhorar a experiência com lojistas e representantes comerciais, explica Francis. O presidente diz esperar concluir essas outras duas etapas ainda neste ano.

Das 10 fábricas da Fakini – nove em Santa Catarina e uma em Minas Gerais, que concentra a produção de jeans – saem, todos os dias, cerca de 50 mil peças de roupa. É um volume expressivo de 200 toneladas de tecidos que abastece uma força de vendas de 130 representantes comerciais, que atendem mais de 10 mil lojistas em 3 mil cidades brasileiras.

— Temos uma operação muito focada no mercado nacional. A gente se tornou especialista em atender o pequeno e o médio varejo, principalmente no interior do país. É uma capilaridade grande. Isso deixa a Fakini em uma situação segura no que tange à pulverização — destaca o presidente, que cita também um projeto ainda pequeno de exportações, que representam entre 3% e 4% das receitas.

Licenciados

Além das marcas próprias, os produtos licenciados são outra fortaleza do negócio. A Fakini tem parcerias com nomes de peso, como Disney, Mattel e Warner, e produz peças oficiais da franquia Avengers e também de personagens infantis icônicos, como Mickey e Barbie. Agora, acaba de adicionar outra gigante, a Netflix, ao catálogo.

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A empresa foi a única no Brasil, diz Francis, a ser homologada para produzir peças de roupa femininas das Guerreiras do K-Pop, filme de sucesso assinado pela plataforma de streaming. A coleção deve chegar nas lojas no alto verão, e mira principalmente o Dia das Crianças e o Natal. Em agosto ela já deve dar as caras na loja da empresa em Pomerode.

R$ 300 milhões em faturamento

Com 1,5 mil funcionários, a Fakini faturou R$ 300 milhões em 2025. A projeção inicial para este ano era de um crescimento entre 18% e 20%, mas as estimativas estão sendo revistas. O primeiro semestre teve desafios, a Copa do Mundo e as eleições tornam o ano complexo, guerras deixam tudo mais incerto e o tarifaço dos Estados Unidos, além do fim da taxa das blusinhas, acendem o sinal de alerta na área da confecção, observa Francis.

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— A falta de dinheiro no bolso do consumidor está penalizando muito a indústria e dificultando a vida do varejo. Os desafios têm sido muito grandes com relação a conseguir fazer a projeção que a gente desenhou no ano passado. Mas seguimos fazendo o trabalho e focados em entregar o melhor que a gente consegue dentro do cenário que se apresenta. Existem muitos movimentos macro que nem conseguimos palpitar muito. Só temos que administrar, sanar os impactos e buscar alternativas — pondera.