A direção do Hospital Santo Antônio estima um investimento que pode chegar a R$ 35 milhões na reforma do antigo Hospital Senhora do Perpétuo Socorro, em Gaspar, que passou a ser administrado pela instituição de Blumenau no início de julho. Os detalhes do planejamento foram compartilhados em um evento para jornalistas na manhã desta sexta-feira (24).
Deste valor, o agora Hospital Santo Antônio Gaspar já tem R$ 24 milhões em caixa, vindos do governo do Estado, dos quais cerca de R$ 3,2 milhões já foram usados na compra de novos equipamentos médicos. A prioridade número um, agora, é a troca de todo o telhado do prédio. A estrutura atual é antiga e tem problemas de infiltração. Nesta semana, pacientes foram surpreendidos com goteiras em diferentes pontos da unidade de saúde.
A direção do hospital reconhece o problema e diz que a reforma da cobertura, orçada em R$ 1,3 milhão, começa já em agosto, com previsão de quatro meses de obra – se o tempo colaborar. Em outras frentes, também estão sendo feitas manutenções nas estruturas elétricas, na central de gases e na estação de tratamento de resíduos. Além disso, o hospital também receberá nova pintura, com aporte adicional de R$ 300 mil.
Os demais investimentos contemplam ampliação da recepção do pronto-socorro, prevista ainda para 2026, e do centro cirúrgico, além de pelo menos mais 10 leitos de terapia intensiva, adiantou Rafael Bertuol, gerente-geral do Hospital Santo Antônio.
— A nossa programação é finalizar todas as obras até 2028, inclusive com a revitalização de todos os 110 leitos, que são os quartos da enfermaria — diz.
Quando assumiu a gestão em Gaspar, o Hospital Santo Antônio se deparou com um cenário delicado e um passivo grande. Parte dos 100 leitos estava inoperante e havia falta de produtos cirúrgicos e insumos básicos. Com os novos investimentos, a ideia é ampliar o atendimento, inclusive com novas especialidades para reduzir as filas.
Segundo Bertuol, a ideia é pelo menos quadruplicar a quantidade de cirurgias nos primeiros 12 meses, passando de 100 para 400 procedimentos por mês. Além disso, a meta é passar de 40 para 100 partos. Outro objetivo é reduzir o tempo médio de estadia dos pacientes de 5 para 2,8 dias.
