Risco de ruptura na democracia é tema superado, diz presidente da OAB em Blumenau

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Beto Simonetti, presidente nacional da OAB, durante passagem por Blumenau (Foto: Divulgação)

O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, diz não acreditar em risco de ruptura da democracia no Brasil, apesar das insinuações – de ambos os lados – turbinadas pelo momento de tensão política no país às vésperas do segundo turno das eleições.

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O dirigente esteve em Blumenau na sexta-feira (14), onde proferiu palestra sobre os desafios da advocacia. Simonetti almoçou com autoridades e representantes da OAB-SC e participou de uma homenagem à advogada Maria Teresinha Erbs, cuja foto agora integra a galeria de ex-presidentes da subseção local.

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Na passagem pela cidade – foi a primeira vez em 15 anos que um presidente da OAB nacional é recebido em Blumenau –, Simonetti ressaltou o compromisso da entidade com a democracia. Em um dos intervalos da programação, ele respondeu a perguntas encaminhadas pela coluna. Confira:

Como a OAB vê o atual momento de tensão política?

A OAB tem acompanhado o processo como entidade fiscalizadora, cumprindo o seu dever institucional e constitucional, acompanhando todo o momento eleitoral sem se imiscuir de um movimento político. A ordem continua apartidária, mas atenta e vigilante em nome da sociedade brasileira.

Há risco de ruptura na democracia no Brasil?

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Não, não acredito. Isso está superado. Imagino que esse temor nunca tenha existido verdadeiramente, isso foi muito questionado. O Brasil tem uma democracia muito sólida. E o povo brasileiro não permitiria que o Brasil sofresse nenhum tipo de ruptura.

Qual deve ser o papel da advocacia e do direito nesse cenário?

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A advocacia tem, de forma muito brava, exercido o seu múnus (dever), atendido aos chamados da justiça eleitoral brasileira e da justiça brasileira em todos os momentos que sejam necessários. A ordem tem cumprido o papel que é dela, mais do que nunca, a preservar a transparência do processo, preservar a soberania do voto popular, a garantir junto das autoridades brasileiras que o voto permaneça sendo livre, espontâneo e da forma como diz a Constituição da República e a nossa legislação eleitoral. A importância da OAB é se insurgir a cada irregularidade, mas também defender a democracia brasileira.

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