Robô-costureiro rouba a cena em feira e indica tendência para o futuro da indústria têxtil

Equipamento simboliza proposta da Febratex em Blumenau de antecipar tendências e tecnologias do setor

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Equipamento é produzido por uma empresa da China e será distribuído com exclusividade no Brasil por empresa de Blumenau (Foto: Pedro Machado, NSC Total)

Ele roubou a cena na Febratex, uma das maiores feiras de máquinas e insumos para a indústria têxtil do mundo, que terminou nesta sexta-feira (22) em Blumenau. Fabricado pela Aitu, uma empresa chinesa, um robô-costureiro demonstrou ser capaz de separar tecidos, posicionar peças, retirar materiais de prensas e abastecer máquinas de costura. E até já se arriscou a costurar mangas e golas de uma camiseta.

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Dentro da exposição, poucas coisas chamaram mais a atenção do público. Na tarde desta sexta-feira (21), curiosos com celulares a postos aguardaram uma demonstração da atração no estande da Silmaq. A novidade já existe na Ásia e está chegando pela primeira vez na América do Sul pelas mãos da empresa blumenauense, importadora exclusiva da solução para o país. O preço pode ser verificado sob consulta.

Veja como é o robô-costureiro

O robô-costureiro é um símbolo do que representa a Febratex: antecipar tendências e tecnologias do universo têxtil. A edição deste ano foi a maior da história: quase 40 mil metros quadrados de área de exposição – com estreias de novos espaços ao lado do Galegão e nos fundos do setor 4 da Vila Germânica –, 670 expositores e 3,3 mil marcas vindas de 65 países, com destaque para os chineses, que invadiriam um dos pavilhões.

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Até quinta-feira (20), a organização do evento computava 66,7 mil visitantes. Na sexta os pavilhões estavam abarrotados, um indício de que a expectativa inicial de um público de 80 mil pessoas será superada – o número final ainda não foi divulgado.

“Atingimos todos os nossos objetivos. Os equipamentos de grande porte que estão aqui, praticamente nenhum retorna, todos já estão vendidos”, comemora Helvio Pompeo Madeira, diretor da empresa responsável pela feira.

A expectativa é que a Febratex 2026 tenha superado a marca de R$ 3,6 bilhões em geração de negócios. Para a próxima edição, daqui a dois anos, a organização já pensa em novas ampliações. Segundo Madeira, está em estudo a possibilidade de usar uma área térrea do ginásio Galegão, que poderia acrescentar mais 2 mil metros quadrados de exposição.