Rosane diz que PSOL é democrata e tem capacidade para dialogar com sociedade de Blumenau

Candidata encerrou série de entrevistas do Jornal do Almoço com os prefeituráveis da cidade

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Rosane Martins nos estúdios da NSC TV em Blumenau (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

O ativismo pelos direitos humanos e a defesa de pautas progressistas, postura que costuma bater de frente com o eleitorado mais conservador, não deve ser um problema para uma eventual gestão do PSOL em Blumenau, avalia a advogada Rosane Martins, candidata à prefeita pela legenda:

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— Quando a gente fala que quer uma cidade antirracista, queremos ver pessoas negras em espaços de liderança e poder. É uma construção diferente, onde a gente valoriza o que Blumenau tem de bom, mas também faz algumas críticas do que Blumenau exclui e esconde. Isso às vezes causa um desassossego nas pessoas, mas é para o bem — disse Rosane em entrevista ao Jornal do Almoço desta sexta-feira (27).

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Última entrevistada da série de sabatinas que a NSC TV fez com os cinco prefeituráveis da cidade, Rosane defendeu que a candidatura dela é “democrata” e tem capacidade de diálogo com toda a sociedade civil para construir o que seria melhor para a cidade.

Isso incluiria uma eventual negociação com a Câmara de Vereadores. Disputando em chapa pura, o PSOL lançou apenas seis nomes ao Legislativo e, mesmo que todos fossem eleitos, a advogada teria minoria em um plenário com 15 cadeiras.

Ao longo dos 30 minutos de entrevista, a advogada defendeu a liberdade de expressão, falou o que pensa sobre a regulamentação da cannabis e disse que foi o PSOL quem, primeiro, trouxe para a mesa o debate sobre a tarifa zero no transporte coletivo, pauta que alguns de seus concorrentes agora defendem.

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Sobre a catraca livre, ela citou o exemplo de Caucaia (CE), cidade de porte semelhante a Blumenau onde o benefício é oferecido desde 2021. Lá, a despesa que antes era gasta na passagem foi direcionada ao comércio e ao setor de serviços, o que segundo Rosane provocou um “aumento na economia”. Um eventual primeiro ano de governo serviria para “negociar” o assunto, com possível implantação a partir de 2026.

A candidata do PSOL falou também em auditar os contratos de concessões do transporte coletivo e do esgoto, disse ser contra as fossas sépticas – alternativa que barateia o sistema e foi acrescentada ao contrato com a BRK –, defendeu a construção de duas novas estações de tratamento de água (ETAs) e cobrou a finalização de creches.

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Na saúde, disse ter planos para construir duas unidades de pronto-atendimento (UPAs e, falou em editais para contratação de mais médicos e enfermeiros, embora não tenha apontado qual seria a defasagem desses profissionais na rede municipal.

Assista a entrevista de Rosane Martins (PSOL) ao Jornal do Almoço na íntegra

Assista às entrevistas anteriores

Delegado Egídio (PL)

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Odair Tramontin (Novo)

Ricardo Alba (Podemos)

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Ana Paula Lima (PT)

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