Taxas de juros para pessoas físicas caem em 2018, mas seguem bem distantes da Selic

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Embora continuem bem distantes da Selic, que encerrou 2018 a 6,5% ao ano, as taxas de juros para pessoas físicas cobradas em linhas de crédito diminuíram entre janeiro e dezembro de 2018, segundo dados apurados mensalmente pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

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A maior queda, em pontos percentuais, foi do cartão de crédito, um dos campeões de juros. A taxa anual, no início do ano, estava em 319,84%. Encerrou dezembro a 272,42%, redução de 47,42 pontos percentuais. A do cheque especial baixou de 294,64% para 279,70%, diferença de 14,94 pontos percentuais.

A redução das taxas pode ser creditada ao processo de retomada da economia ao longo do ano passado. O aquecimento do mercado reduz o risco de inadimplência, abrindo margem para baixa dos juros cobrados nas operações financeiras.

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Desemprego

Se já não bastasse a disparada dos índices oficiais de confiança do setor produtivo com o novo governo, outro indicador joga ainda mais responsabilidade nos ombros do presidente Jair Bolsonaro e de sua equipe econômico.

Medido pela Confederação Nacional da Indústria, o Índice do Medo do Desemprego caiu 10,7 pontos – de 65,7 para 55 – entre e setembro e dezembro do ano passado, a maior queda desde maio de 1996. Apesar de continuar acima da média histórica (49,8 pontos), o resultado demonstra otimismo com a recuperação da economia.

Falências

Os pedidos de falência recuaram 16% em 2018 frente ao ano anterior, conforme dados da Boa Vista. Por outro lado, as falências decretadas aumentaram 9,6% e os pedidos recuperação judicial subiram 7,9%.

Perspectivas

Cerca de 78% dos brasileiros buscam um novo emprego neste ano, conforme pesquisa da Catho, empresa especializada em recrutamento profissional.

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Prévia positiva

Considerado uma espécie de prévia do PIB, o IBC-Br, indicador do Banco Central que mede a atividade econômica do país, avançou 0,29% em novembro na comparação com outubro. Frente ao mesmo mês do ano anterior – neste caso, 2017 –, o incremento foi de 1,86%. O resultado deixou o índice acumulado em 2018 em 1,44%.