As autoridades alemãs anunciaram nesta segunda novas medidas para combater os casos de doping no ciclismo, abalado depois do caso Floyd Landis. A federação ciclística local nomeou um comitê médico, que será a máxima autoridade da área durante as corridas organizadas no país.
A medida foi tomada em concordâncias com as principais equipes alemãs, como a T-Mobile, a Gerolsteiner e a Milram (de licença italiana), que se dispuseram a ajudar economicamente os controles antidoping. Os testes serão realizados pela Agência Nacional Antidoping da Alemanha, a Nada.
A meta da Federação Ciclística da Alemanha é aumentar em até 50% o número de exames que ajudem no combate do uso de substâncias proibidas. Segundo Rudolf Scharping, presidente da entidade, as propsotas serão transmitidas à União Ciclística Internacional, a UCI, já que franceses e italianos mostraram interesse em copiá-las.
O anúncio vem exatamente um dia depois da confirmação do uso de testosterona por Floyd Landis na conquista da Volta da França. O caso gerou mal-estar na Alemanha, principalmente depois que Linus Gerdemann, da T-Mobile, afirmou que passou alguns anos sem ser submetido a nenhum tipo de controle.
As mudanças no ciclismo alemão devem entrar em vigor somente a partir de setembro, já que o estatuto local só pode ser alterado mensalmente.