Por pouco o norte-americano Floyd Landis não abandonou a disputa pelo título da Volta da França ainda na última semana. Até então entre os primeiros, Landis viu o líder Oscar Pereiro chegar mais de oito minutos à sua frente em uma das etapas mais duras nos Alpes. Mas mesmo a dura derrota não fez com que ele desanimasse.
No dia seguinte ao mau desempenho, o ciclista recuperou as forças e foi protagonista de uma das maiores viradas da história, ao vencer o percurso e voltar a ficar em posição de destaque. Coube então, na penúltima etapa, a virada definitiva, com a heróica conquista chegando no domingo, no “passeio” final por Paris. E mesmo depois de tanto trabalho, Landis, atleta da Phonak, foi sucinto ao falar sobre o triunfo.
– Continuei lutando, nunca parei de acreditar – disse o norte-americano, que sucedeu o compatriota Lance Armstrong, heptacampeão da prova, no lugar mais alto do pódio.
Armstrong, aliás, marcou sua presença em Paris com elogios ao atual campeão.
– Estou muito feliz que um atleta que saiu do nosso programa tenha vencido. E acho que podemos receber crédito por tê-lo ajudado em sua fase de desenvolvimento – disse ele, que é considerado como um dos maiores ciclistas de todos os tempos.
Segundo Armstrong, Landis chegou à US Postal, antiga Disovery Channel, em 2002 em meio a descrenças, mas provou que poderia ser um bom atleta ao ter desempenhos satisfatórios e ao ajudar o próprio companheiro na conquista de três títulos.
– Ele chegou com dívidas porque sua antiga equipe não tinha como pagá-lo. Então demos oportunidades a ele. Por isso acho que foi uma vitória moral para nós – destacou. – Ele é um ótimo ciclista. Eu o aceitaria de volta na hora. Sua força não veio da equipe. Ela esteve o tempo todo em sua cabeça – completou.