O Gil Vicente anunciou hoje que irá ao Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para recorrer da decisão da Comissão Disciplinar da Liga de rebaixar o clube à segunda divisão na próxima temporada pela inscrição irregular de um jogador. Além disso, o clube acha que, caso a punição seja confirmada, só poderá ser aplicada na próxima temporada, já que a atual começou oficialmente em 1 de julho e um clube não pode ser punido no meio dela.
A decisão do Gil Vicente, que ameaçou recorrer também no Tribunal Administrativo local e Europeu, pode adiar o início do Campeonato Português, cuja primeira rodada está prevista para 27 de agosto. A Comissão Disciplinar decidiu ontem, por unanimidade, pelo rebaixamento do Gil Vicente e a permanência do Belenenses por “infração disciplinar muito grave, ao ter recorrido a tribunais comuns”.
Belenenses e Acadêmica denunciaram o Gil Vicente por inscrever como profissional o atacante angolano Mateus mesmo depois de seu nome ser negado pela Liga. O clube acabou indo a instâncias judiciais administrativas, o que é proibido e castigado com o rebaixamento. No entanto, o advogado do Gil Vicente, Pedro Maceirinha, alegou hoje que foi o jogador angolano, e não o clube, que recorreu à Justiça civil para tentar jogar na Primeira Divisão na última temporada – razão pela qual a punição é injustificada.
O Gil Vicente alega que foi o jogador angolano que recorreu à Justiça civil para tentar poder jogar na primeira divisão na última temporada. O problema se deu porque o atacante atuou como amador na campanha 2004/2005.
A Comissão Disciplinar, composta por quatro membros, decidiu em junho passado aceitar a reivindicação dos dois clubes e decidiu que o Gil Vicente seria rebaixado e o Belenenses permaneceria na elite em Portugal, mesmo tendo ficado nas últimas posições. No entanto, um dos membros da Comissão mudou seu voto, e o processo acabou arquivado.
Por sua vez, o Belenenses anunciou que denunciaria a Comissão Disciplinar da Liga de futebol à Promotoria Geral da República e à Fifa por arquivar o caso. Após esta decisão, dois dos membros da Comissão Disciplinar renunciaram e o Conselho de Justiça da Federação decidiu anular a decisão, e ordenando que o caso fosse novamente estudado. Com isso, Belenenses e Acadêmica saíram vencedores.