O lateral-esquerdo Gilberto concedeu entrevista ao programa Show dos Esportes, da Radio Gaúcha, sobre os motivos que levaram a Seleção Brasileira ao fracasso na disputa da Copa do Mundo da Alemanha. Segundo ele, não houve nenhuma razão em especial que levou a equipe a eliminação prematura nas quartas-de-final da competição.
– A vida tem que seguir. Infelizmente não conseguimos chegar na final da Copa, que era o meu grande sonho. A maioria das coisas que aconteceram foram criadas pela imprensa. Havia união entre os jogadores. A Seleção não conseguiu render o necessário para conquistar o hexa e ponto final. Acho que temos que parar de procurar um culpado. A Seleção não rendeu bem e acabamos eliminados pela França. Tanto o Cafu quanto o Roberto Carlos, que eram os mais velhos, são pessoas sensacionais, tratavam a todos da mesma forma e não houve este problema de união na Seleção – disse Gilberto.
Gilberto absolveu o técnico Carlos Alberto Parreira da culpa pela eliminação.
– Não adiante você estar no melhor hotel, ter união no grupo, se o jogador não render o melhor. Tirando o Lúcio, o Juan, o Dida e o Zé Roberto, que foram sensacionais, nenhum jogador rendeu o esperado e por isto nós perdemos. Não havia desunião. O que aconteceu foi isto, não jogamos bem no momento decisivo e fomos eliminados. A comissão técnica trabalha de uma forma e cabe aos jogadores fazer o que é determinado, independente se é bom ou ruim. A gente fez o que é correto, foi tudo muito bem trabalhado, infelizmente a Seleção não conseguiu passar pela França.
O jogador deve permanecer no Herta Berlim até o final de seu contrato em 2008. Antes da Copa do Mundo, o Grêmio demonstrou interesse pelo atleta, que já defendeu o clube anteriormente, mas Gilberto disse que a negociação não foi concretizada por um desacerto entre as duas direções
– Eu tenho contrato com o Herta até 2008, a única possibilidade para que eu voltasse a jogar no Grêmio era se o Grêmio pagasse a multa rescisória. O Herta não aceitou emprestar e inviabilizou minha volta ao Olímpico. Mas eu tenho um carinho enorme pelo clube e pela cidade. Semana que vem vou estar aí em Porto Alegre para rever algumas pessoas que foram fundamentais na minha carreira. O seu Verardi, Dona Lizete, psicóloga do Grêmio, o Tite. E esta é a única maneira que eu posso agradecer a eles, ir até Porto Alegre e agradecer por tudo que fizeram por mim.