Iaaf avisa que Gatlin não pegará suspensão menor que quatro anos

Velocista pode ter o recorde mundial dos 100m rasos impugnado

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A Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) avisou nesta quinta que o velocista Justin Gatlin não pegará uma suspensão menor do que quatro anos por ter sido flagrado num exame antidoping em abril por uso excessivo de testosterona. Na quarta, o advogado do atleta, Cameron Miler, disse que o atleta lutaria para voltar o mais rápido possível às pistas no julgamento da comissão de arbitragem.

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– Quatro anos seria o mínimo. Queremos que Gatlin diga a verdade sobre o que aconteceu. Se ele disser que não sabe o que houve, não será suficiente para pegar uma pena menor do que a prevista – disse o porta-voz da entidade, Nick Davies.

Na terça, a Agência Antidoping dos Estados Unidos (Usada) recomendou a pena de oito anos a Gatlin por ele não ter contestado o exame e ter se disponibilizado a ajudar o combate às drogas no esporte. No entanto, o atleta não acatou a suspensão e, de acordo com o advogado, ainda tem o objetivo de participar das Olimpíadas de Pequim, em 2008.

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Atual campeão olímpico dos 100 metros, Gatlin está na espera do julgamento na comissão de arbitragem Federação Internacional de Atletismo (Iaaf). As regras da entidade prevêem o fim da carreira de atletas reincidentes no doping, mas a recomendação da Usada é uma indicação que isso não deve ocorrer. Em 2001, Gatlin foi flagrado durante o Campeonato Norte-Americano Juvenil por uso de anfetamina, mas se livrou da pena de dois anos e foi avisado de que na próxima vez seria banido do esporte.

A Iaaf também espera o julgamento da comissão de arbitragem para definir se o recorde mundial obtido pelo atleta será impugnado. Gatlin igualou a marca de 9,77seg de Asafa Powell no dia 12 de maio, no Catar. Se punido, todos os resultados posteriores ao doping serão desconsiderados.