O São Paulo vive um momento de alerta a partir de agora. O clube espera que a derrota na final da Libertadores contra o Inter não o tire do caminho de sucesso alcançado desde o ano passado. A última lembrança de revés na competição sul-americana é desagradável aos torcedores do time paulista. A perda do título de 1994 para o Vélez Sarsfield, da Argentina, praticamente encerrou a “Era Telê”, bicampeã mundial.
Um fato ajudou bastante na derrocada tricolor daquela época. No mesmo ano da derrota da Libertadores, o São Paulo passou a lutar contra dificuldades com seu maior patrimônio: o estádio do Morumbi, que apresentou problemas estruturais. Assim, parte considerável dos recursos do clube passou a ser tirado do departamento de futebol.
– Aqui não mudamos tudo por causa de uma derrota. Não vamos entrar em crise – promete o técnico Muricy Ramalho, ao ser questionado se o tricolor paulista corria o risco de sofrer o “efeito Corinthians”, que ficou perdido após a eliminação deste ano contra o River Plate.
A diretoria são-paulina também confia na continuidade do trabalho. A partir de agora, o clube poderá concentrar todas as suas forças no Brasileirão e na conquista de uma vaga na Libertadores de 2007. O time não consegue o título nacional desde 1991.
– É claro que os jogadores ficaram abatidos. Mas é algo normal. Tivemos a consciência de que perdemos a Libertadores por causa de uma ou outra bola que ficou no quase – lembrou o superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha.