Após quatro meses do incêndio na BR-101, Morro dos Cavalos tem 3 propostas e nenhuma solução

Motoristas aguardam por uma solução definitiva no trecho com histórico de problemas

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Carros ficaram destruídos após o fogo na BR-101 (Foto: Sd Westphal, CBMSC)

Passaram-se quatro meses do acidente em que um caminhão-tanque tombou no Morro dos Cavalos na BR 101, em Palhoça, onde o veículo de carga explodiu, pegou fogo e as chamas espalharam-se para outros 24 carros. Como de costume, em se tratando de Brasil, ocorreu o de sempre: de forma reativa, governantes, parlamentares, prefeitos e políticos da região bufaram em protesto cobrando providências. Passaram-se 120 dias e não há um consenso sobre qual medida será adotada.

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Medidas, aliás, que já deveriam ter sido tomadas em 2016, período em que os projetos dos túneis foram  aprovados. Há projeto de engenharia, licenciamento ambiental e até acordo com a comunidade indígena. Nada foi feito desde então. 

Imagens mostram veículos queimados no Morro dos Cavalos

A novidade, na última semana, é a incorporação do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) à tese defendida pela Federação dos Transportadores de Carga de Santa Catarina (Fetrancesc) e Fiesc. A ideia é que a CCR Via Costeira assuma o trecho do Morro dos Cavalos e seja responsável pela obra a ser definida. 

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A medida se justificaria pelo fato de que o trecho Norte, da Arteris, já possui inúmeras obras a serem executadas. Seria uma forma de não impactar tanto o pedágio no trecho da Arteris e, também, aliviar o volume de obra da concessionária.

O trecho Sul tem prazo maior de contrato e menos obras a serem executadas.

O Ministro dos Transportes, Renan Filho, não acenou com esta possibilidade, ainda. 

Enquanto isso, o governador Jorginho Mello, apontando menor custo e tempo para entregar a obra, defende o “contorno do Morro dos Cavalos”. Entretanto, o experiente engenheiro civil e consultor Ricardo Saporiti, aponta que o valor apresentado para execução da obra (R$ 291 milhões) está subestimado e o que se fala de custo para cada túnel (R$ 1 bilhão) está superestimado.

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– Para se ter uma ideia, os túneis construídos na obra do Contorno da Grande Florianópolis, embora um pouco menores, custaram R$ 400 milhões –  afirmou o engenheiro. 

O tempo passa, falta convergência de ideias e não há uma definição sobre o que fazer.

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Não há solução no curto prazo.

Pobre motorista.

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