É algo diferente de tudo o que nós já vivenciamos. É algo inédito pela proporção global e velocidade dos fatos. A situação de emergência decretada no Estado precisa ser entendida como uma medida necessária para conter o avanço da propagação do novo coronavírus, evitando-se, assim, uma procura demasiada às unidades de saúde e consequentemente um colapso no atendimento.
Precisamos acreditar naquilo que as autoridades, epidemiologistas e Organização Mundial da Saúde estão dizendo. Vamos fazer a nossa parte, tomando os cuidados necessários e evitando ambientes coletivos. Ficar em casa, por enquanto, é uma orientação, uma recomendação. Na França, a polícia está questionando os cidadãos na rua se existe uma razão para eles estarem ali, sob pena de multa em dinheiro. Não chegamos a esse ponto. Espero que não precise.
A intenção dessa quase quarentena domiciliar da população é evitar o avanço e em velocidade da propagação do vírus, fazendo com que muitas pessoas tenham sintomas de gripe e procurem as unidades de saúde levando-as ao colapso, inviabilizando o atendimento para quem realmente precisa.
Não é que o coronavírus seja extremamente grave. Para a maioria absoluta dos infectados será apenas uma gripe enfrentada como tantas outras, ficando o cuidado maior com os idosos. Por isso, é preciso calma. Na maioria dos casos o tratamento é em casa mesmo.
Os serviços de triagem por telefone para esclarecimento da população são fundamentais para evitar saída de casa. Que as medidas duras adotadas em Santa Catarina façam com que o estado seja o primeiro a sair dessa crise.
