Coronavírus em Santa Catarina provoca toque de recolher não arbitrário 

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Centro de Florianópolis na manhã desta quarta-feira (Foto: Diórgenes Pandini/ NSCTotal)

É algo diferente de tudo o que nós já vivenciamos. É algo inédito pela proporção global e velocidade dos fatos. A situação de emergência decretada no Estado precisa ser entendida como uma medida necessária para conter o avanço da propagação do novo coronavírus, evitando-se, assim, uma procura demasiada às unidades de saúde e consequentemente um colapso no atendimento.

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Precisamos acreditar naquilo que as autoridades, epidemiologistas e Organização Mundial da Saúde estão dizendo. Vamos fazer a nossa parte, tomando os cuidados necessários e evitando ambientes coletivos. Ficar em casa, por enquanto, é uma orientação, uma recomendação. Na França, a polícia está questionando os cidadãos na rua se existe uma razão para eles estarem ali, sob pena de multa em dinheiro. Não chegamos a esse ponto. Espero que não precise.

A intenção dessa quase quarentena domiciliar da população é evitar o avanço e em velocidade da propagação do vírus, fazendo com que muitas pessoas tenham sintomas de gripe e procurem as unidades de saúde levando-as ao colapso, inviabilizando o atendimento para quem realmente precisa.

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Não é que o coronavírus seja extremamente grave. Para a maioria absoluta dos infectados será apenas uma gripe enfrentada como tantas outras, ficando o cuidado maior com os idosos. Por isso, é preciso calma. Na maioria dos casos o tratamento é em casa mesmo.

Os serviços de triagem por telefone para esclarecimento da população são fundamentais para evitar saída de casa. Que as medidas duras adotadas em Santa Catarina façam com que o estado seja o primeiro a sair dessa crise.