“Despichação” na UFSC já tem data para começar

Em sua terceira semana de atuação no campus, iniciativa avança na recuperação da Praça da Cidadania e áreas no entorno e prepara nova etapa de trabalho para outubro

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Projeto conta com o trabalho de pessoas que viviam nas ruas e hoje buscam a reincersão social (Foto: Divulgação)

A “despichação” nos prédios da UFSC deve iniciar em outubro. Essa é a programação da Aliança por Floripa para o próximo mês. A iniciativa — que reúne a própria Universidade, a CDL Florianópolis, a ACIF e o Conseg Centro — iniciou seus trabalhos no início de agosto com foco na limpeza, capinação, manejo dos jardins e recuperação de diferentes pontos da Praça da Cidadania, em frente à Reitoria. Agora, o objetivo é contribuir para que os espaços de circulação e convivência voltem a ser percebidos como ambientes que precisam ser ocupados, preservados e compartilhados.

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“A revitalização é importante, mas ela é consequência de algo maior. Estamos falando de recuperar a relação das pessoas com espaços que são públicos e pertencem à sociedade. Quando diferentes instituições se unem para cuidar de uma área como essa, mostramos que é possível construir soluções coletivas e estimular uma cultura de corresponsabilidade pela cidade”, afirma Rafael Salim, vice-presidente da CDL Florianópolis.

Paredes pichadas serão limpas na UFSC:

Além da remoção de pichações e da recuperação das superfícies, outras intervenções incluem pintura, manutenção de bancos e cuidados com os jardins. “Depois desta primeira fase, iremos reavaliar e ampliar o mapeamento junto à administração do campus, que vem acompanhando diariamente todos os trabalhos realizados”, reforça o vice-presidente da CDL Florianópolis.

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Outro aspecto que amplia o alcance do programa Aliança por Floripa é a atuação de zeladores em processo de reinserção social. Ao mesmo tempo em que contribui para a recuperação dos espaços públicos da cidade, a iniciativa gera oportunidades de trabalho e favorece a construção de novas trajetórias profissionais e pessoais. Para Salim, é justamente a soma dessas frentes que traduz o propósito da mobilização. “Não queremos simplesmente entregar um espaço mais limpo. Queremos contribuir para que ele volte a ser vivido e cuidado. Uma cidade melhor não se constrói apenas com grandes obras. Ela também nasce da forma como olhamos para aquilo que é coletivo e da disposição de cada setor em assumir sua parcela de responsabilidade”, completa.

“Uma universidade pública é, por essência, um espaço de encontro, convivência e construção coletiva. Cuidar do nosso campus significa também cuidar de um patrimônio que pertence à sociedade e que diariamente recebe milhares de pessoas. O Aliança por Floripa demonstra a importância de aproximarmos a Universidade, as entidades e a comunidade em torno de responsabilidades que são compartilhadas. Mais do que recuperar espaços físicos, essa parceria contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento e a compreensão de que aquilo que é público precisa ser valorizado e preservado por todos”, destaca Irineu Manoel de Souza, reitor da UFSC.