Não temos bons candidatos. Essa é que é a verdade.
Lula é mais do mesmo. Perdulário, promoveu uma ampliação astronômica da dívida pública, agravando a crise fiscal. É o grande responsável pela taxa de juros em 13,75%. Nem o Banco Central, cujo presidente foi indicado pelo PT, baixou os juros no ritmo em que Lula queria. Não há como. Os técnicos e o mercado precisam ver a curva da despesa parar de crescer, mas é justamente o contrário o que ocorre no país. A política econômica de Lula é a grande responsável pelo endividamento recorde das famílias e pelos patamares inéditos de recuperações judiciais.
O custo do dinheiro fica caro e a economia anda de lado. A tendência é piorar. Além disso, o partido que protagonizou os escândalos de corrupção do mensalão e do petrolão ainda se vende como o portador da superioridade moral.
Lula pode até conseguir uma virada histórica, tamanha é a força da máquina pública e pelo fato de o populismo e as promessas estarem em ritmo frenético. O que falta ocorrer até o dia 25 de outubro? Painho de helicóptero jogando dinheiro do alto, no Complexo da Maré? Tudo é possível.
O mais inacreditável é que Lula só está competitivo, ainda, pois o adversário é Flávio Bolsonaro, que carrega, também, um sobrenome de enorme rejeição e tem explicações a dar: como reduzir despesas, conforme o prometido, e, ao mesmo tempo, ampliar benefícios; como e onde será o corte de gastos e qual a sua relação com Daniel Vorcaro. Fosse Tarcísio Freitas o candidato, a eleição terminaria, com folga, em 1º turno.
O Brasil de hoje é um país em que cresce a parcela da população que depende do Estado em benefícios sociais, numa política eleitoral assistencialista, enquanto quem empreende enfrenta dificuldades e endividamento, a despeito dos indicadores apresentados pelo Governo.
No final das contas, na prática, na hora da feira, de trocar de carro ou de comprar um imóvel, o eleitor fará a escolha que vai resultar na seguinte equação: um candidato vai entregar juros a 13,75% e o outro, a chance de um ritmo de queda maior, chegando, quem sabe, a 7%.
Esse é o mundo real. É assim que o mercado vê como ficará a economia no caso de vitória de Lula ou de Flávio. A sinalização de corte de gasto público faz com que o juro caia mais rápido.
A escolha será do eleitor.
