Seja qual for o presidente eleito neste domingo (25), a certeza é de que o ano de 2027 será difícil. A crise fiscal é evidente, fruto do governo perdulário de Lula, da ampliação do endividamento do país e dos gastos e promessas em ritmo frenético no mês da eleição.
O mercado vê com olhar mais otimista a vitória de Flávio Bolsonaro, pois ao menos este dá uma sinalização de controle de gastos, sem explicar, entretanto, como fazê-lo e onde cortar. Por outro lado, Lula acredita que não precisa fazer cortes e que “o povo não vai pagar a conta da crise fiscal”. Mas é justamente o contrário: o governo perdulário aumenta o endividamento e, assim, o juro não baixa e, quando baixa, é em ritmo lento. É por isso que o trabalhador não consegue ampliar o seu poder de compra. O custo do dinheiro é alto, a prestação do financiamento é elevada e há pressão nos preços dos alimentos.
Flávio promete redução de tributos, mas também a extensão do prazo do Bolsa Família, reajuste real de aposentadorias, recompensa em Pix para quem pagar boleto em dia e um “SUS padrão Einstein”. Lula, por sua vez, prometeu caneta emagrecedora, perdão de dívidas, R$ 5 mil para MEIs, “Pé-de-Meia” para estudantes universitários, ônibus de graça, aumento do Bolsa Família e até antecipação do pagamento do benefício.
Ambos os candidatos prometem mundos e fundos sem apontar de onde virá o dinheiro. Se a picanha prometida não foi cumprida, será que ela vem em um cenário de crise fiscal e endividamento público recorde? O eleitor polarizado fica hipnotizado em meio a tanta promessa.
O país precisa achar um jeito de sair da armadilha de candidatos populistas. Com boa parte do eleitorado hipnotizada pelo algoritmo das redes, a escolha se dá mais pela combinação de raiva, rejeição ao adversário e pauta de valores do que pelo uso da racionalidade. É evidente que o bolso pesa, e a intensidade da sensação de bem-estar ou mal-estar acaba influenciando o voto.
Infelizmente, o populismo sairá caro ao país, em menor ou maior grau, a depender do resultado das urnas.
