O mercado de franquias em Santa Catarina faturou mais de R$ 7,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). O Estado também ampliou em 2,5% o número de operações, chegando a 10.978 unidades, e registrou alta de 2,8% nos empregos diretos, com 95.834 postos de trabalho.
Entre os segmentos que mais impulsionaram o faturamento das franquias catarinenses, Entretenimento e Lazer teve o maior avanço, de 67,7%, seguido por Saúde, Beleza e Bem-Estar, com alta de 18,8%, e Alimentação – Food Service, que cresceu 11,7%.
O desempenho reflete mudanças no comportamento de consumo e a maior procura por experiências, conveniência e serviços ligados à qualidade de vida. Em Entretenimento e Lazer, a retomada e diversificação do consumo de experiências, atividades recreativas e opções de lazer ajudam a explicar o salto do segmento.
Já Saúde, Beleza e Bem-Estar avançam com a maior atenção aos cuidados pessoais, prevenção e qualidade de vida, enquanto o Food Service mantém força apoiado no consumo fora de casa, em formatos mais ágeis de atendimento e na presença de marcas consolidadas.
“Santa Catarina reúne um ambiente bastante favorável ao franchising, com economia diversificada, mercado consumidor qualificado e forte cultura empreendedora. O crescimento mostra que as redes estão conseguindo atender novas demandas de consumo e encontrar oportunidades tanto nos grandes centros quanto em cidades médias do Estado”, afirma Leonardo dos Anjos, diretor regional da ABF Sul.
O desempenho catarinense acompanha a expansão do franchising na região Sul, que faturou mais de R$ 26,8 bilhões no primeiro semestre, alta de 9,9%. O número de operações cresceu 4,4%, chegando a 37.671 unidades.
Para a ABF, a expansão deve continuar associada à interiorização das redes, à diversificação de formatos e à busca por operações mais eficientes, capazes de se adaptar a diferentes perfis de consumo.
“As redes estão olhando cada vez mais para mercados fora das capitais e para formatos de operação mais flexíveis. Em Santa Catarina, há espaço para expansão em cidades com economia dinâmica e bom potencial de consumo. A tendência é de um crescimento mais orientado por dados, eficiência operacional e adequação ao perfil de cada praça”, acrescenta dos Anjos.
R$ 149 bilhões no Brasil
O crescimento de Santa Catarina acompanha o desempenho nacional. No primeiro semestre de 2026, o mercado brasileiro de franquias registrou alta nominal de 9,7%, com faturamento de R$ 149 bilhões.
O setor reúne atualmente 207.234 operações franqueadas, ligadas a 3.366 marcas, e responde por mais de 1,8 milhão de empregos diretos no país.
O resultado foi alcançado mesmo em um ambiente econômico marcado por juros elevados, inflação ainda pressionada, restrição de crédito e maior endividamento das famílias — fatores que aumentam a pressão sobre o caixa das empresas e exigem maior disciplina financeira.
Ainda assim, o franchising manteve trajetória de expansão, apoiado em modelos de negócio estruturados, marcas consolidadas, suporte ao empreendedor e ganhos de escala.
“O cenário exige mais planejamento e controle, mas também favorece redes que conseguem entregar eficiência, suporte ao franqueado e uma proposta clara de valor ao consumidor. O crescimento sustentável passa menos pela abertura de unidades a qualquer custo e mais pela qualidade da expansão”, destaca Leonardo dos Anjos.
Além de uma estratégia de crescimento empresarial, o franchising se tornou parte da rotina de milhões de consumidores. Academias, escolas, clínicas, farmácias, lavanderias, restaurantes e serviços financeiros estão entre os negócios operados por redes franqueadas presentes diariamente na vida dos brasileiros.
Em Santa Catarina, a perspectiva é de continuidade da expansão, com maior presença das marcas em cidades médias, novos formatos de operação e atenção crescente à rentabilidade e à eficiência das unidades.
