Governo de SC reclama de 4º lugar em ranking de inovação e alega estar melhor

Levantamento é do ranking nacional do Índice FIEC- Federação das Indústrias do Ceará

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Centro de Inovação de Criciúma entregue pelo Governo do Estado em 2024 (Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo/Secom)

Santa Catarina apareceu na 4ª posição no ranking nacional do Índice FIEC de Inovação dos Estados – 2024, situando-se em 2º lugar dentre os estados da região Sul. Em relação ao mesmo cálculo realizado para os últimos cinco anos, verifica-se que o estado se manteve na 4ª posição, com exceção de 2022 (3ª).

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Na dimensão de Capacidades o estado aparece na 5ª posição nacional, uma posição acima em relação a 2023 (6ª). Em relação aos Resultados, o estado se localiza na 2ª posição, mantendo sua posição em relação a 2020. Esses dados indicam que Santa Catarina alcançou um desempenho de resultados superior ao de capacidades, sugerindo uma performance inovadora e eficiente, excedendo as condições inicialmente proporcionadas pelo ecossistema inovador do estado.

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Os dados fazem parte do  Índice FIEC (Federação das Indústrias do Ceará) de Inovação dos Estados, que tem como propósito identificar os principais pontos relacionados à inovação, mensurando o patamar em que os estados brasileiros se encontram. Dessa forma, o Índice oferece um conjunto de informações para o desenvolvimento de políticas públicas que fomentem o ecossistema de inovação em âmbitos estadual, regional e nacional.

A publicação apresenta o desempenho das 27 unidades federativas e das 5 regiões do país em 12 fatores do processo inovativo. Estes indicadores compõem 2 dimensões que avaliam o ambiente inovador (Índice de Capacidades) e os produtos da inovação em si (Índice de Resultados). O Índice FIEC é calculado por uma média simples entre o Índice de Capacidades e o Índice de Resultados.

O Índice de Capacidades captura seis elementos: Investimento e Financiamento Público para Ciência e Tecnologia, Capital Humano em Graduação, Capital Humano em Pós-Graduação, Inserção de Mestres e Doutores, Instituições e Infraestrutura. Já o Índice de Resultados avalia outros seis aspectos: Competitividade Global, Intensidade Criativa e Tecnológica, Propriedade Intelectual, Produção Científica, Sustentabilidade Ambiental e Empreendedorismo. Como os dados são desagregados em doze indicadores e duas dimensões, a solução dos entraves fica mais direcionada para os entes públicos e privados.

Quando se analisa os indicadores que compõem o Índice FIEC de Inovação dos Estados – 2024, os melhores resultados do estado foram conquistados nos seguintes indicadores: Intensidade Criativa e Tecnológica (1ª), Propriedade Intelectual (2ª) e Empreendedorismo (2ª). Os piores resultados do estado foram nos indicadores de Sustentabilidade Ambiental (17ª), além do indicador de Instituições (8ª).

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Um ponto que merece destaque foi o ganho de posição no indicador de Inserção de Mestres e Doutores (7ª), que subiu duas posições em relação a 2020 (9ª). Em contrapartida, observa-se, que o indicador com maior perca de posições foi Instituições (8ª), visto que o estado ocupava a 4ª posição nacional em 2020.

Repercussão

A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SC) não reconhece o ranking da Federação das Indústrias do Ceará. Santa Catarina leva em conta o ranking divulgado pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), que segue a metodologia e possui, rigorosamente, estrutura de classificação idêntica ao Índice Global de Inovação (Global Innovation Index, GII), da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

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Segundo pesquisa do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID),  divulgada dia 12 de dezembro, o Estado é o segundo mais inovador do Brasil. O ranking considera aspectos como capital humano, infraestrutura, economia, negócios, conhecimento e tecnologia, e economia criativa. 

De acordo com a pesquisa inédita do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Santa Catarina desbancou o Rio de Janeiro e assumiu a vice-liderança do ranking.

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