Israel tentou, no passado, parceria em pesquisas, mas falta de seriedade do Brasil travou tudo

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Catarinenses conhecem a OurCrowd, plataforma de financiamento coletivo para investimento em empresas globais(foto:Paulo Koerich/Fiesc)

Líder mundial em pesquisas, inovação e tecnologia junto com Estados Unidos e Coréia do Sul, Israel tenta, mas não consegue firmar parcerias e intercâmbio de pesquisas com o Brasil. O fato mostra o total desinteresse, falta de seriedade, planejamento estratégico e interesse público, além das motivações ideológicas toscas das nossas autoridades nos últimos anos.

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Beni Lew, engenheiro cientista do Instituto Volcani de Israel, dedicado à pesquisa agropecuária, informou que tentou sem sucesso firmar um intercâmbio de estudos com a Embrapa e não conseguiu.

O diretor de relações públicas para a América Latina da Universidade de Tel Aviv, Herman Richter, disse que esteve visitando a UFSC em busca de uma parceria acadêmica. Aguarda resposta há dois anos.

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Hilly Hirt, diretora de mercados emergentes da Autoridade de Inovação de Israel, informou que em 2007 foi firmado um acordo com o governo brasileiro. Nada aconteceu até agora. O governo brasileiro não cumpriu as contrapartidas de investimentos.

– É uma vergonha- diz Daniel Leipnitz, diretor da Acate.

Esse sentimento de indignação é compartilhado por todos empresários que acompanham a missão da Fiesc para Israel. O setor produtivo catarinense quer estar próximo dos grandes player globais, como Israel- o que faz muito bem. Para isso, os empresários catarinenses querem fortalecer a marca Santa Catarina, descolando-se da imagem Brasil e concentrando-se nas virtudes que o estado possui, como o seu ecossistema eficiente de inovação e a articulação, cada vez mais presente, das entidades e governo do estado em busca de um estado mais competitivo.

Israel tem a sua narrativa uniforme e vitoriosa. Todos falam a mesma língua, tem o mesmo discurso. Academia, setor público e privado estão conectados. Foco na inovação, no lucro, no resultado- com interesse nacional e desenvolvimentos de todos. É o ganha-ganha.

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Renato Igor viajou a convite da Fiesc.