Mudança, bolso e STF impulsionam Flávio ao 1º lugar

É a economia, “estúpido”, já disse o então assessor de Bill Clinton. A economia e o sentimento antissistema colocaram Flávio na primeira posição e em condição de favorito para vencer a disputa

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Flávio Bolsonaro (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

Flávio terminou em primeiro lugar no 1º turno da eleição presidencial, evidenciando um forte sentimento de mudança por parte do eleitorado. Não adianta o governo apresentar indicadores: o que conta é a percepção de mal-estar em grande parte da população.

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Não se pode esquecer o que disseram os eleitores em pesquisas da Quaest realizadas no último ano. Perguntados se o eleitor está ganhando mais, a resposta é sim. Mas, ato contínuo, eles dizem que esse “mais” na renda mensal não foi suficiente para aumentar o poder de compra.

Além disso, há o desgaste natural da imagem cansada de Lula, num governo sem novidades e cuja marca foi a “soberania” nacional. A “defesa da democracia” colou para vencer Bolsonaro (pai), mas agora não cola mais.

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STF

O STF ajudou a dar votos para Flávio. O sentimento de conluio com o Planalto e de que a Corte puxa mais para favorecer o candidato petista deram a Flávio a imagem de estar lutando “contra o sistema”.

É a economia, “estúpido”, já disse o então assessor de Bill Clinton. A economia e o sentimento antissistema colocaram Flávio na primeira posição e em condição de favorito para vencer a disputa.

O incumbente também leva a culpa pelo endividamento recorde da população e pelos juros altíssimos, de 13,75%, fruto da gastança sem freios de Lula.

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Voto útil

Na véspera da eleição, houve um claro movimento do eleitor antipetista de abandonar sua opção de terceira via — diante da impossibilidade de esta chegar ao segundo turno — e decidir por Flávio Bolsonaro. Foi justamente a força do antipetismo que levou Flávio ao primeiro lugar no primeiro turno.