Pobre e bela Santa Catarina, diz CDL de Florianópolis em nota crítica ao governo 

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Comércio foi retomado em Florianópolis(Foto: Diorgenes Pandini / NSC Total)

Uma nota recheada de críticas pesadas contra o governo do Estado foi divulgada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis neste sábado (2). A instituição aponta que o governo de Carlos Moisés não sabe como conciliar o combate ao coronavírus e a retomada segura da atividade econômica. A CDL reconhece o bom trabalho realizado pelo Estado no início da quarentena, em março, mas afirma que agora, com a polêmica da compra dos ventiladores, o poder público não mostra a mesma competência. Os lojistas reclamam da falta do transporte coletivo, de indicadores e transparência e que os servidores seguem com seus privilégios.

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Leia a nota da CDL de Florianópolis:

"Onde há fumaça, há fogo", ensina o provérbio popular. A exoneração do

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Secretário de Estado da Saúde diz muito sobre as reais aptidões do governo estadual em

conduzir Santa Catarina na tortuosa caminhada rumo à normalidade social e econômica,

indispensável para a manutenção da qualidade de vida que faz deste estado um dos mais

prósperos da Federação.

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Para além de uma mera substituição de cargos no primeiro escalão, soa-nos claro

como a luz do dia que o governo Carlos Moisés não faz a mais remota ideia de como

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conciliar a continuidade das ações de combate ao coronavírus com a retomada da

atividade econômica de modo responsável sob o viés sanitário, a exemplo de outros

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estados. A suspeitíssima aquisição de ventiladores mecânicos mediante o que já vem

sendo jocosamente chamado de fiança reversa; é apenas o exemplo mais recente de

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uma sucessão de condutas que destoam por completo da competência exibida em

março, quando do início das medidas de restrição.

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Continua não fazendo o menor sentido que o transporte coletivo não possa ser

liberado com condições rigorosas de utilização, a despeito das atividades já liberadas ao

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longo das últimas semanas e sob as mesmíssimas condições. O governo estadual prefere

largar a população à própria sorte dentro de casa, sem, no entanto, justificar com dados

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reais e auditáveis o porquê de tais decisões extremas. Pouco se fala no número atual de

pessoas internadas, no índice de ocupação dos leitos de UTI por região e,

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principalmente, no número de altas hospitalares e de pessoas que se curaram da Covid-

19 desde o primeiro caso registrado de transmissão local. Esses são indicadores que

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possibilitam analisar o comportamento da propagação.

Tamanha inação estatal, cujo ápice se revela no anúncio da saída do ordenador

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primário da pasta de saúde, repercute nos prejuízos amargados pelo setor produtivo. No

caso de Florianópolis esses prejuízos ganham contornos dramáticos a cada dia, tendo

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em vista ser uma cidade notadamente de serviços privados e públicos. Ocorre que o

serviço público permanece, como sempre, imune às graves sequelas da devastação

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econômica capitaneada pelo senhor Carlos Moisés. Suas Excelências respiram aliviadas

e sem máscara, pois, como se sabe, a ajuda financeira proveniente de Brasília está

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devidamente assegurada e carimbada.

Enquanto isso, a iniciativa privada agoniza, tendo de lidar com a desumana

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burocracia imposta pelos agentes financeiros na tentativa de contrair empréstimos para

honrar seus inúmeros compromissos, dos quais se destaca a manutenção dos empregos

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de milhões de catarinenses que não gozam dos privilégios conferidos à casta dos

servidores. Não nos surpreenderemos se, apesar de tudo isso, o governo acenar com

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aumento de carga tributária, eterna solução fácil por quem precisa cobrir o rombo de

tamanha incompetência – para não dizer outra coisa.

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Pobre e bela Santa Catarina…