A Serra catarinense é a região mais difícil do estado para uma criança ou adolescente conseguirem uma consulta com um pediatra. É o que mostra o Mapa da Saúde das Crianças e Adolescentes Catarinenses, lançado em abril passado pela Sociedade Catarinense de Pediatria (SCP), em parceria com a Associação Catarinense de Medicina (ACM). Apenas 59,3%. das crianças da região serrana são atendidas por pediatras em consultas de rotina.
Na inédita pesquisa ficou evidente que crianças acompanhadas por pediatras têm maior cobertura vacinal, respeitam mais o tempo ideal de acesso à tela (celular e computador), alimentam-se melhor e têm menor índice de obesidade ou sedentarismo.
Imagens encantadoras da Serra Catarinense
A presidente da SCP, Rose Terezinha Marcelino, ressalta que a presença do pediatra deve ser garantida na rede pública e privada, mesmo em postos que trabalhem com equipes de Saúde da Família, previstas na Atenção Primária à Saúde. “Do nascer à adolescência, o olhar do pediatra é essencial. Porque é o pediatra que conhece as especificidades da saúde das crianças, que se qualificou e estudou muito para este cuidado. É indispensável que as políticas de saúde entendam esse direito, permitindo um desenvolvimento sadio desde as primeiras horas de vida”.
A SCP aproveita o mês das crianças (outubro) para iniciar uma série de ações numa campanha estadual de conscientização em defesa do direito das crianças e adolescentes receberem atendimento pelo pediatra, médico especializado para a faixa etária.
Dados importantes do Mapa de Saúde das Crianças e Adolescentes Catarinenses
• Cerca de 69% das crianças catarinenses são atendidas exclusivamente no SUS.
• Nas consultas de rotina, 72,2% são atendidas por pediatras, alcançando um índice ainda menor na região serrana: 59,3%.
• Nas consulta por doenças ou emergências, apenas 54% são atendidas por pediatras.
• Cerca de 82% das mães levam seus filhos doentes a emergência dos hospitais, UPAS e UBS.
• Os problemas de saúde são resolvidos em 82%, quando o atendimento é realizado pelo pediatra, 65% quando por outro médico e apenas 46,4% pelo enfermeiro ou assistente.
• Famílias confiam mais na solução dos problemas de saúde quando seus filhos tendidos por pediatra (78,6%).
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