Tendência de fim de governo Moisés

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Governador Carlos Moisés da Silva (Foto: Diorgenes Pandini / NSC Total)

É muito provável que até o final de outubro Carlos Moisés da Silva seja governador de Santa Catarina afastado temporariamente. Diante das circunstâncias e do cenário completamente adverso ao atual inquilino da Casa d´Agronômica, o improvável, hoje, é a sua permanência no cargo.

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Político

Na esfera política não há nenhum indicativo de que Moisés tenha conseguido atrair apoio, especialmente dos cinco deputados estaduais que irão participar do Tribunal de Julgamento.

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Jurídico

A defesa do governador tinha muita convicção de que o Supremo Tribunal Federal (STF) iria modificar o rito do impeachment estabelecido pela Alesc. A negativa de dar andamento à arguição de constitucionalidade, pela ministra Rosa Weber, impediu a tentativa de modificar a tramitação estabelecida pelo Palácio Barriga Verde. O futuro imediato de Moisés está em conseguir o voto dos cinco desembargadores e mais o de desempate, se houver a necessidade, do presidente Ricardo Roesler.

Opinião Pública

Com o cenários político e jurídico complicados, restou, de forma tardia, ganhar a opinião pública. Houve abaixo-assinado virtual “Contra o Golpe à democracia Catarinense” e duas carreatas. Três dias após a carreata de domingo (27), a operação policial na residência oficial do governador é um dano de imagem muito forte para quem busca uma mobilização popular.

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Pergunta

Havia necessidade de operação de busca e apreensão na Casa d´Agronômica se os objetos procurados foram oferecidos para perícia no dia 1º de julho pela defesa do governador.

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Verniz jurídico

Um suposto indiciamento de Moisés no caso dos respiradores ou da equiparação salarial entre os procuradores do Estado e da Alesc é o verniz jurídico que daria ar de legitimidade ao impeachment.

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Preço

Carlos Moisés paga o preço da inabilidade política, por achar que era capaz de fazer carreira solo descolado do presidente Jair Bolsonaro e, principalmente, pela falta de maioria da Alesc.

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Julio

Não há indicativo de que as graves novas denúncias contra o presidente da Alesc, Julio Garcia, tragam alguma mudança no cenário do impeachment.