A Eve Air Mobility e a Flybis anunciaram nesta quarta-feira acordo para a venda de até 12 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL). Conforme o comunicado, o termo inclui dois pedidos firmes e direitos de compra para dez unidades adicionais. A Flybis tem planos de usar as aeronaves na região Sul, inclusive cidades de Santa Catarina.
Imagens de eVTOL
As rotas potenciais tem mapeadas ligações entre cidades como Navegantes, Balneário Camboriú e Florianópolis, no litoral catarinense, além de serviços em destinos turísticos da Serra Gaúcha, como Gramado e Bento Gonçalves. O comunicado informou que o acordo é baseado na Carta de Intenções anunciada pelas empresas em 2022, de colaboração mútua para estabelecer operações de mobilidade aérea elétrica no Brasil.
“Este acordo é um passo importante em nosso relacionamento com a FlyBIS e demonstra como nossos clientes estão avançando do desenvolvimento inicial de mercado para compromissos concretos de frota”, afirmou Johann Bordais, CEO da Eve, subsidiária da Embraer. A FlyBIS é uma startup de Mobilidade Aérea Avançada (MAA).
Segundo divulgado nesta quinta-feira, a Eve e a FlyBIS vão continuar colaborando nos requisitos para apoiar a entrada em serviço, incluindo planejamento de malha aérea, prontidão operacional, infraestrutura e a integração dos serviços de eVTOL ao ecossistema mais amplo de transporte.
A divulgação aponta que Eve continua avançando no desenvolvimento de seu eVTOL e do ecossistema mais amplo necessário para apoiar operações comerciais. Após o voo inaugural, o protótipo de engenharia em escala real da Eve já concluiu mais de 70 voos, incluindo as fases de voo pairado (hover) e de baixa velocidade de sua campanha de testes de voo.
Em setembro de 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos reuniu autoridades de aviação, representantes governamentais e a Eve para discutir certificação, infraestrutura de vertiportos, fornecimento de energia, segurança operacional, telecomunicações e integração do espaço aéreo. Na reunião, foi citada a estimativa de início das operações comerciais em 2028, após a certificação dos veículos, como forma de garantir a segurança e a operacionalidade da aeronave.
No entanto, há mais demandas a serem atendidas: conforme divulgado, a certificação da aeronave é uma das etapas para que os eVTOLs possam operar. É preciso criar infraestrutura adequada, como os vertiportos, locais destinados ao pouso, à decolagem e suporte à operação das aeronaves.







