“Censo” ambiental aponta quase 25 mil aves em região portuária

Monitoramento é referente aos primeiros nove meses do ano

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Tapicuru está entre as aves registradas no monitoramento (foto: Claudio Neves, Divulgação)

O monitoramento na região portuária de Paranaguá, no Paraná, apontou a presença de quase 25 mil aves. Conforme divulgado pela Portos do Paraná, a contagem é um indicador da saúde ecológica do litoral paranaense diante das atividades portuárias. O Programa de Monitoramento da Avifauna registrou 24.941 indivíduos pertencentes a 149 espécies de aves, em censo nos primeiros nove meses do ano. 

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O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, aponta que a eficiência logística caminha lado a lado com a responsabilidade socioambiental. “Nossos programas voltados à preservação do meio ambiente são reconhecidos internacionalmente. Somos o único porto do mundo convidado pela ONU a participar, desde 2019, das edições da COP. E no próximo mês estaremos presentes novamente na COP31, na Turquia”, afirma o diretor-presidente, conforme informado pelo governo do Estado.

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O monitoramento vem sendo realizado desde 2016. Os censos são mensais, com caminhadas terrestres e um percurso de barco entre o Pontal do Sul, na Ilha do Mel, até o município de Antonina. As aves são consideradas estratégicas para a conservação por funcionarem como indicador biológico imediato.

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“A comunidade de avifauna é bem diversa e serve como o que podemos chamar de sentinelas ambientais. As aves respondem muito mais rápido às alterações do ambiente do que outros grupos. Se houver qualquer acidente ou derramamento de óleo no entorno do porto que ninguém tenha visto, as aves que se alimentam nos baixios serão as primeiras a sofrer. Quando a contagem mensal aponta uma diminuição abrupta na riqueza ou abundância de uma espécie, acende-se um alerta de que algo está errado no ecossistema”, explica o biólogo Elliezer Correia, responsável pelo programa.

O monitoramento mostra a diversidade na área litorânea, conforme divulgado pelo governo do Paraná. A ordem dos Passeriformes, com aves continentais e de mangue, manteve a liderança, com 66 espécies registradas. Os Charadriiformes, foram representados por 19 espécies de aves em praias e lodaçais. Os Pelecaniformes, grupo que inclui garças e espécies afins, que somaram 12 espécies no período.

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Em número de aves, a mais abundante foi o biguá, com 8.495 indivíduos observados. A segunda colocação ficou com o urubu-preto, com 1.955 aves, seguido pelo trinta-réis-de-bando, que somou 1.733 indivíduos.